Marcadores

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

CASAMENTO II

TEM MAIS CASAMENTO!!! ASSISTA AO VIDEO COM FOTOS EXCLUSIVAS!!


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O PODER DA MIGALHA




        Em Mateus 15;21-28 temos a história da mulher cananéia que intercedeu por sua filha que estava oprimida por demônios. Isto representa uma geração trazendo a outra diante de Deus.
Todos nós iremos prestar contas ao Senhor de nossos filhos. Faremos isso como aquela mulher ou como Eli. 

A Bíblia diz que Deus julgou Eli não por causa do seu pecado, mas por causa do pecado – que ele conhecia – dos seus filhos. Como sacerdote, ele sabia que aquilo que seus filhos faziam estava errado, mas ele se calou. Diante de Deus ele se fez responsável (I Sm 3:13).
A filha daquela mulher estava possessa de demônios, o mesmo ocorre com a geração de hoje. Estão oprimidos pelo diabo. Se os pais não se colocarem na brecha eles serão responsáveis diante de Deus. 

A virtude da mulher cananéia serve para nós de modelo para aqueles que, a semelhança dela, desejam ver seus filhos livres diante de Deus.

1 – O poder da persistência
            O clamor mais tocante concebido é o apelo de uma mãe aflita. Jesus curou a tantos, mas surpreendentemente parecia ignorar o clamor da mulher por horas a fio.
Os discípulos já estavam cansados e pedem que o Senhor a despeça. Mas em vez de despedi-la o Senhor lhe dá uma brecha de esperança.
Perseverança é a maior expressão de fé. Se o tempo é um grande teste, a perseverança pertence aos vencedores. 

Em Lucas 18:1-8 Jesus contou a parábola do juiz iníquo e terminou com uma questão: “quando vier o Filho do Homem, achará porventura, fé (perseverante) na terra?”?
Há ocasiões onde nós queremos um milagre, mas Deus quer que tenhamos fé.

2 – O poder da migalha
Ela o seguiu por horas a fio. Ela clamou com todas as suas forças. Eles tentaram se desviar dela, mas ela permaneceu no caminho deles. Por fim, as palavras que ela ouviu dos discípulos foram desanimadoras. O Senhor mesmo a chamou de cachorrinho.
Ela poderia ter se sentido insultada, ter ficado nervosa e até desapontada. Ela poderia ter ido embora deixando a dúvida contaminar o seu coração e nunca ver sua filha curada. Mas ela ouviu além das palavras. O Senhor se permitiu ser fisgado por ela.
Ela não estava pedindo a comida dos filhos, nem mesmo a dos servos em outra sala. Ela estava satisfeita com uma migalha caída da mesa. Ela percebeu o poder da migalha.

Ela o ouviu falar de cachorros e agarrou-se na migalha. Ela percebeu que aquilo era a sua entrada. Eu vou entrar no seu favor como um cachorrinho.
É como se ela dissesse: Mestre, a minha fé em ti é tanta que eu creio que apenas uma migalha da tua mesa será suficiente para curar a minha filha.
Se há poder suficiente em uma migalha para curar o enfermo...
Se há poder suficiente em uma migalha para destruir o poder do diabo...
Se há poder suficiente em uma migalha para liberar o poder do céu...
Imagine quanto poder não há no pão inteiro? Somos filhos. Estamos sentados à mesa e podemos receber o pão inteiro. 

Se houve tanto poder disponível para os cachorrinhos debaixo da mesa, imagine o poder que está disponível aos filhos sentados ao derredor da mesa? 

Se aquela mulher pôde se agarrar às migalhas, nós hoje podemos nos agarrar ao pão da vida sobre a mesa. 

Se apenas compreendermos o poder de uma migalha, não haverá restrição aos filhos.
Ao se colocar na posição de um cachorrinho aquela mulher estava demonstrando, antes de tudo, humildade. Não é fácil se identificar com cães. 

Havia um mendigo chamado Lázaro que comia das migalhas do rico. Ele segurou aquelas migalhas até o dia em que elas o levaram até o trono de Deus. Mas o rico foi apenas enterrado. Que diferença! (Lc 16:22). 

Ao se colocar na posição de um cachorrinho aquela mulher estava demonstrando fé. Basta uma migalha para libertar a minha filha.

3 – O poder do sussurro
Há ocasiões em que temos uma palavra de Deus, mas há outras em que o ouvimos nas entrelinhas. Aquela mulher teve ouvidos para ouvir o que a maioria de nós ignoraria.
Quando Elias foi a Horebe houve terremoto, ventania e fogo, mas o Senhor estava no ciclo suave.

Disse-lhe Deus: Sai e põe-te neste monte perante o Senhor. Eis que passava o Senhor; e um grande e forte vento fendia os montes e despedaçava as penhas diante do Senhor, porém o Senhor não estava no vento; depois do vento, um terremoto, mas o Senhor não estava terremoto; depois do terremoto, um fogo, mas o Senhor não estava no fogo; e, depois do fogo, um ciclo tranqüilo e suave. Ouvindo-o Elias, envolveu o resto no seu manto e, saindo, pôs-se à entrada da caverna. Eis que lhe veio uma voz e lhe disse: Que fazes aqui, Elias? I Rs 19:11-13
Simplesmente porque Deus não apareceu a Elias nestas forças, não significa que Deus nunca esteja na ventania, pois houve uma ventania no pentecostes. Ou nunca se mostre num terremoto, pois de fato Paulo foi liberto por meio de um terremoto. Nem significa que ele não pode vir no fogo. 

A mensagem de Elias é que ele não está em todo vento, ou terremoto, ou fogo. 

Muitas vezes buscamos a manifestação espetacular, mas tudo o que necessitamos é de ouvir a sua voz. 

Nós aceitamos o espetacular como substituto para o sobrenatural.

4 – O poder da adoração
Hoje estamos comprometidos com a excelência. Mas eu temo o profissionalismo. Eu temo os profissionais da adoração, os profissionais da música, os profissionais do púlpito. O profissionalismo se torna morto quando perde o foco no Senhor.
No Velho Testamento o Senhor instruiu a Moisés a fazer o óleo da unção, o qual requeria mirra, cinamomo, cálamo, cássia e óleo de oliva (Ex 30:23-25). Esse óleo era para o tabernáculo, a casa de Deus e não poderia ser usado no corpo.
Isto significa que o óleo não poderia ser colocado na carne. O óleo era para a glória de Deus e não para a apreciação sensual. Aquele que usasse o óleo da unção de maneira comum seria eliminado do povo. Não é por acaso que vemos tantos sendo eliminados nesses dias no meio evangélico.
A adoração deve ser feita sem mistura diante de Deus. O Senhor abomina a mistura. Não devemos construir portas onde Deus colocou uma parede.

Não semearás a tua vinha com duas espécies de semente, para que não degenere o fruto da semente que semeaste e a messe da vinha. Não lavrarás com junta de boi e jumento. Não te vestirás de estofos de lã e linho juntamente. Dt 22:9-11



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

QUER SER LÍDER? TEM CERTEZA?

Que o mundo carece de heróis, todos já sabemos. O herói de nosso tempo, segundo o cantor e compositor Jorge Versilo, “aguenta o peso das compras do mês, sobe no telhado para ajeitar a antena da TV e fica acordado a noite inteira pra ninar bebê”. Mesmo sabendo tratar-se de um luxo, eu me satisfaria com bons líderes, ao invés de heróis, sobretudo na Igreja. Mas a safra atual é sofrível...

Por outro lado, olhando para Jesus, na tarefa hercúlea de transformar pescadores em profetas do Evangelho da Graça, reaviva-se em mim um soslaio de esperanças. De fato, o Galileu não enfrentou moleza. Imagino o desafio de lidar com os “espasmos emocionais” de Pedro, as vaidades e desejos de poder da dupla João e Tiago, a incredulidade de Tomé, além da ladroagem de Judas. Que time! Mas andar com Jesus fez toda a diferença. Por isso sempre serei um entusiasta do discipulado, pois creio que a melhor maneira de transmitir a fé é através da partilha da vida.

Vivemos no tempo da escassez, os economistas que o digam. Falta-nos quase tudo; o tempo é exíguo, o salário é pequeno, a paixão é passageira, a amizade é superficial, os desejos são fúteis... Para completar a lista, faltam-nos líderes, de todos os tipos e em todos os âmbitos: políticos, empresariais, sociais, acadêmicos e religiosos. Com tantas faltas, ainda insistimos em viver. Haja coragem!

Tenho olhado para o desafio de ser líder na Igreja. Quão grande ele é! Maior, talvez, do que eu pudesse imaginar. Se tenho conseguido ser um? Não sei, estou tentando, o tempo dirá.

Contudo, depois de tantos anos, imagino ter adquirido alguma “autoridade” para falar sobre o tema. Assim, compartilho com você umas poucas sugestões sobre o que imagino ser necessário para ser um líder. São 10 mandamentos que, creio, podem ser extremamente úteis na concretização de seus objetivos.

Se você quer ser um líder, então:

01- Desassocie mentalmente liderança de status ou poder. Líder é alguém que está disposto a servir, e não a mandar.

02- Esteja pronto para se decepcionar com as pessoas. As decepções serão muito mais abundantes que as certezas ou convicções que você tem sobre elas.

03- Aprenda a ser um “degustador” de derrotas. Você tirará mais proveito de seus fracassos do que de suas conquistas. É que as marcas marcam mais do que os marcos.

04- Seja paciente. Quase nada acontecerá da forma como você sonhou, no tempo que você imaginou ou do jeito que você planejou.

05- Conforme-se com o anonimato. Dificilmente alguém recordará o que você fez, ou reconhecerá o seu valor. Gratidão é artigo em extinção.

06- Acostume-se com a solidão, pois você se sentirá só muitas vezes
.

07- Nunca perca o senso crítico e não negligencie ouvir a opinião dos outros. Você, na maioria das vezes, tem apenas fragmentos da verdade.

08- Desanime sempre que for necessário, mas não desista nunca. Desanimar faz parte da alma humana, superar o desânimo faz parte do propósito de um líder.

09- Tente construir vínculos duradouros. Sobretudo a certa idade, boas companhias lhe farão muita falta.

10- Não foque suas atenções nos que ficam pelo caminho, pois eles serão muitos. Atenha-se a investir nos que querem, e não nos que precisam, pios há uma grande diferença entre estas coisas.

Parece ácido? Eu penso ser lúcido! Prefiro a dor da realidade a embriagues da ilusão. Se os dizeres lhe fizerem algum sentido, aplique-os a vida. O mais, você, assim como eu, aprenderemos no caminho enquanto o caminho vai sendo feito em nós.

Por Carlos Moreira




segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

GENÉRICO X ORIGINAL




Cristo Genérico: Milhões matariam por ele.
Jesus Autêntico: Milhões morreriam por Ele.

Cristo Genérico: Os fins justificam os meios.
Jesus Autêntico: Decreta os fins e estabelece os meios.

Cristo Genérico: A auto-estima acima de tudo.
Jesus Autêntico: O Amor acima de tudo.

Cristo Genérico: Os interesses pessoais como prioridade.
Jesus Autêntico: O Reino de Deus e a Sua Justiça.

Cristo Genérico: Multiplicar para concentrar recursos.
Jesus Autêntico: Compartilhar para espalhar recursos.

O Cristo Genérico é encontrado nas prateleiras dos mercados da fé.
O Jesus Autêntico é encontrado em nosso semelhante, principalmente
nos marginalizados, nos excluídos, nos famintos. 
O Cristo Genérico é um aliado dos poderes constituídos
O Jesus Autêntico Se solidariza com os oprimidos

O Cristo Genérico está disponível nas catedrais.
O Jesus Autêntico não se acomoda na suntuosidade dos templos.

O Cristo Genérico busca ser bajulado.
O Jesus Autêntico é honrado quando colocamos em prática o que Ele ensinou.

O Cristo Genérico se contenta com mãos erguidas aos céus em louvor.
O Jesus Autêntico procura por mãos estendidas ao próximo em amor.
Um é adepto do marketing e está sempre preocupado com o que dá certo.
O Outro  não está nem aí para imagem, e Se preocupa com o que é certo.

Um adora os holofotes dos palcos.
O Outro prefere a discrição dos bastidores.

Um aponta o dedo para acusar.
O Outro estende o braço para ajudar.

Um busca quem o defenda diante dos homens.
O Outro procura quem defenda a causa dos oprimidos.

Um é aclamado por quem deseja cabeça e não calda.
O Outro é amado por quem prefere servir a ser servido.






Por Hermes C. Fernandes

A MAIOR DE TODAS AS LOUCURAS


“E propôs-lhes esta parábola: O campo de um homem rico produziu com abundância. Então ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos. Descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: LOUCO, esta noite te pedirão a tua alma. Então o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus” (Lc.12:16-21).
Jesus contou esta parábola na ocasião em que fora procurado por um homem que disputava uma herança com seu irmão. Em vez de tomar partido, Jesus lhe chama a atenção pela avareza de seu coração, e diz que a vida do homem não consistia na abundância dos bens que possuía.
Imagine dois irmãos que cresceram juntos, receberam a mesma educação, e que deveriam se amar, agora, depois da partida de seu pai, tornam-se inimigos. Tiago estava certo ao perguntar: “De onde vem as guerras e contendas entre vós? Não vêm disto, dos prazer que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais, mas nada tendes. Matais e invejais, mas não podeis obter o que desejais...” (Tg.4:1-2a). Tudo isso porque insistimos no erro de amar as coisas e usar as pessoas para obter o que desejamos. Que revolução experimentaríamos em nossa sociedade se aprendêssemos a usar as coisas e a amar as pessoas!

Desde cedo em nossas vidas, aprendemos a comparar o que temos com o que os outros possuem. Daí nasce a inveja, a competitividade e as desavenças. Quem não lembra do momento em que a família se reunia para abrir os presentes de natal? A gente abria o presente mirando o presente do irmão, e se perguntando a razão do dele parecer maior que o nosso.

A grama do vizinho sempre parece mais verde que a nossa. Ficamos mais incomodados com o sucesso alheio do que o nosso próprio fracasso. E tem gente que se atreve a recorrer a Deus em busca de uma explicação, ou mesmo de uma restituição. Acham que Deus tem a obrigação de repartir todas coisas igualmente. Foi exatamente o que aquele homem fez, e acabou ouvindo de Jesus: “Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós?”

Compete aos homens repartirem entre si. A terra e todas as suas riquezas estão aí para serem compartilhadas e não concentradas em poucas mãos. Não é o governo, nem qualquer instituição humana que deve intrometer-se nisso. É a consciência transformada pela graça que nos estimula a repartir nosso pão. O que precisamos não é de novas leis que nos obriguem a isso, mas de novas referências que nos estimulem a isso.

Quem tem sido nossa referência de sucesso? Em quem nos espelhamos? Muitos cristãos sinceros elegeram Bill Gates, considerado o homem mais rico do mundo, como o alvo a ser perseguido. – Quero ser como ele quando crescer! Diriam alguns. Outros elegeram os pastores das megaigrejas, que aparecem com freqüência na TV. Outros elegeram personagens revolucionários da história, como Che Guevara, Gandhi ou Mandela. Outros preferem grandes nomes do cinema ou dos esportes. Todos têm em comum a fama e o sucesso naquilo que se propuseram fazer, seja no campo empresarial, político, cultural ou religioso. E quem não almeja o sucesso? Quem não gostaria de ser reconhecido, ter seu nome nos anais da história, exibir troféus e medalhas, ter suas pegadas gravadas na calçada da fama?

Nesta parábola contada por Jesus, é-nos apresentado um homem que sem dúvida poderia ser tomado como exemplo de sucesso em nossa sociedade capitalista. Naquele ano, seu campo produziu em abundância (Lc.12:16). Para os ouvintes imediatos de Jesus, aquilo era sinônimo de sucesso. Ele já era rico, e agora ficara mais rico ainda. Teria coisa melhor que isso? Por causa de seu ininterrupto sucesso,“ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens”. Para ele, seu único problema era logístico. Onde armazenar tudo aquilo? Em momento algum ele considerou repartir seus frutos com outros. Seu objetivo era amealhar, concentrar, preservar e desfrutar sua riqueza.
Nossa sociedade capitalista vive num círculo vicioso. Quanto mais produz, mais necessita de consumo. As pessoas são bombardeadas de propagandas que as estimulam a acumular bens, até que não tenham mais onde guardar.


Se o consumo cai, a produção é afetada, e isso acaba provocando demissões e desemprego. Para manter o pique da produção, o governo estimula as empresas a exportarem.

O século XXI deverá ser caracterizado como o século do desperdício. Para manter a economia aquecida, as pessoas compram o que não precisam. Novas tecnologias surgem, e com elas, novas necessidades. A roda não pode parar!

As pessoas são levadas a acreditar que a aquisição e o acúmulo de bens, além de produzir conforto material, também elevam seu status, garantindo-lhes realização e satisfação.

Vendo seus celeiros abarrotados, aquele homem convidou sua alma para uma conferência:
“Então direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos. Descansa, come, bebe e folga.”

Quem não almeja este estado de espírito? Quem não quer se realizar profissionalmente? Garantir uma aposentadoria regalada? Este é o sonho de consumo de onze em cada dez pessoas. E em certo sentido, não há nada de errado com isso. O livro de Eclesiastes está aí para justificar tal postura.

Então, por que Jesus encerra a parábola dizendo que Deus o chamou de louco?
“Mas Deus lhe disse: LOUCO, esta noite te pedirão a tua alma. Então o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.”

Sua farta colheita lhe garantia o que vender por muitos anos. Seus grãos estavam bem guardados e prontos para serem consumidos. Seus armazéns estavam prontos para serem concorridos por uma clientela exigente.

Era hora de descansar e deixar que seus empregados trabalhassem na venda de seus produtos. O que ele não esperava era que naquela noite alguém pediria sua alma.

Se pedissem trigo, ele tinha de sobra. Se pedissem vinho, ele tinha estocado. Se pedissem azeite, idem. Mas que estória era essa de pedir sua alma?

Este tem sido o preço pago por nossa sociedade em seu afã de acumular bens. Nossa alma está hipotecada. Nossa cama confortável é incapaz de nos garantir um sono tranqüilo. Nossa geladeira abastecida é incapaz de garantir que tenhamos um momento de comunhão à mesa com nossa família. Nossa lareira é incapaz de aquecer o frio que nos faz tremer por dentro. Nossas TV’s de LCD podem até nos distrair, mas não podem preencher o vazio de nossa alma. Nossas férias não podem nos prover genuíno descanso.

Nossa alma foi negociada juntamente com os produtos e serviços que oferecemos. E a reboque, nossa família tem sido preterida, os verdadeiros amigos desprezados e trocados por colegas do mesmo ramo. Chega um momento em que já não temos com quem compartilhar nossas realizações e ficamos a sós com nossa alma. Tentamos, então, driblar nossa consciência, tranqüilizando nossa alma, convencendo-a de que valeu a pena todo o sacrifício. Noites mal dormidas, casamento destruído, filhos perdidos no mundo, tudo isso foi o preço que tivemos que pagar por algo que desse maior prazer à nossa própria alma. Mas ela ainda não está convencida. Ela sabe que no fim, ela mesma será o preço final que teremos que pagar. Por isso Deus o chama de louco. Ele negociara o inegociável.

O que fazer alguém que não tem com quem conversar, senão com sua própria alma? Ela fora tudo o que lhe restara. Mas naquela noite, ela seria pedida.

“Então, o que tens preparado, para quem será?”, pergunta o Criador.

Sendo aquela a sua última noite, de que serviria todos os seus bens? Embora esta seja uma questão pertinente, não é a que fora levantada por Jesus.

Não se trata de não poder desfrutar dos bens adquiridos, e sim, para quem seriam deixados.
Afinal, para quem estamos trabalhando o tempo inteiro?

Você já viu um caminhão de mudanças seguindo um carro fúnebre? Ou mesmo um caixão com gavetas? Ora, se não podemos levar nada deste mundo, para quem estamos deixando o fruto do nosso trabalho?

“Porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos levar dele”
 (1 Tm.6:7).
Quantas pessoas têm sido abençoadas através daquilo que produzimos? Quantas serão beneficiadas quando deixarmos este mundo? Deixaremos apenas uma herança, ou também um legado?

Em vez de nos deixarmos consumir por um sonho de consumo, abracemos o sonho de deixarmos nossa contribuição particular por um mundo mais justo. Toda vez que estabelecemos um sonho de consumo como alvo de nossa existência, é a nossa alma que é consumida. Aos poucos ela é carcomida pela avareza e pelo auto-engano.

Não negocie sua alma. Não a penhore. É um preço que você não poderá cobrir depois.

Jesus termina Sua parábola dizendo que semelhante àquele homem “é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus”.

O problema
 não é ajuntar, e sim, ajuntar para si. Cristo nos convida a ajuntar tesouros no céu, e assim tornarmo-nos ricos para com Deus.

Como enviar uma remessa para o céu? Pelo que eu sabia, não há bancos por lá.

Jean Paul Sartre, o filósofo existencialista francês, diz que “o inferno é o outro”. Como ateu que era, Sartre não acreditava em céu nem inferno. Mas ele entendia que o abismo que nos separa do outro é tão grande, que seria impossível transpô-lo. Por isso, para ele a figura do outro era a representação do mais profundo abismo, o inferno. Na contramão deste tipo de existencialismo, o Evangelho parece nos indicar que o outro é o céu. Voltar-nos para o próximo é voltar-nos para Deus. Deixar nosso egoísmo para viver em função do bem comum é vivenciar o céu aqui na terra.

Toda vez que investimos em nosso próximo, estamos depositando em nossa conta celestial. Quando usamos os recursos de que dispomos em prol do futuro da humanidade, estamos depositando no banco do céu.

Por isso Paulo ordena que os ricos não ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, e que façam o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir, e que, assim, acumulem para si mesmos um BOM FUNDAMENTO PARA O FUTURO (1 Tm.6:17-19).

Quando nossa voz se calar, nosso legado falará por nós. Partiremos deste mundo, mas deixaremos um bom fundamento para o futuro, para que as próximas gerações edifiquem sobre ele.

Pensar apenas no aqui e agora é loucura aos olhos de Deus. Trabalhar visando apenas nosso aprazimento é no mínimo insensatez. Mas enfocar nossos esforços no bem comum é sabedoria do alto.

Se vivermos tais princípios de sabedoria, a única coisa que deixaremos além de um legado, será saudade.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

RESPOSTA FAVORÁVEL

MENSAGEM DA PALAVRA DE DEUS PREGADA NESTA QUARTA-FEIRA 12/11 EM NOSSO CULTO DA VITÓRIA, BASEADA EM JOEL 2;12-14. MEDITE NA PALAVRA E DEIXE ELA GERAR VIDA EM VOCÊ.


NA GRAÇA DAQUELE QUE NOS CHAMOU DAS TREVAS PARA A LUZ
PASTOR ARNALDO DE ALMEIDA

sábado, 8 de janeiro de 2011

OS JARDINS DE DEUS


O belo sempre nos encanta. Nossos olhos são atraídos pelo paisagismo dos belos jardins que estão engrinaldados de flores. Tenho a convicção que você já sentiu este encantamento ao visitar um “stand” de um belo apartamento, que em sua estrutura contava com belos jardins e um lindo paisagismo. A Bíblia também fala de alguns jardins. Nesta reflexão destacaremos os três mais importantes:
1. O jardim do Éden (Gn 1-3).
A história da humanidade começa num jardim, o jardim do Éden. Lá nossos primeiros pais viveram na inocência, desfrutando de todas as belezas daquele jardim. Naquele jardim desfrutavam de plena e intima comunhão com Deus. Naquele jardim, não havia dor nem tristeza. Tudo era belo e encantador. O pecado, porém, entrou no mundo por meio de Adão. Ele desobedeceu a Deus, e toda a raça humana caiu nas teias do pecado. Adão foi expulso do jardim e viu a terra produzir espinhos, viu sua mulher dar à luz com dores e viu o trabalho, até então deleitoso, tornar-se penoso.
O jardim do Éden foi perdido, e a raça humana mergulhou numa história de rebelião, tristeza e morte. O pecado de Adão o separou da natureza, de si mesmo, do próximo e de Deus. O pecado trouxe transtornos na natureza, nos relacionamentos humanos, bem como na relação com Deus. A partir da entrada do pecado no mundo, a história está marcada por lágrimas, doença, sofrimento e morte.
2. O jardim da Cidade Celeste (Ap 21 – 22).
A história da humanidade terminará num outro jardim, o jardim da Cidade Celeste. O jardim perdido será restaurado. Lá não entrará nenhuma maldição. Lá o pecado não penetrará suas portas. Lá as lágrimas serão enxugadas. Lá o sofrimento, a doença e a morte não entrarão. Nesse jardim, não haverá noite, pois o Cordeiro de Deus é a sua lâmpada. Nesse jardim, o rio da água da vida vai fluir do trono de Deus. Nesse jardim, os que foram expulsos por causa do pecado, e agora estão lavados pelo sangue do Cordeiro e vestidos de vestiduras brancas, entoarão um novo cântico àquele que está assentado no trono.
Nesse jardim reconquistado, teremos um novo corpo, cheio de glória, semelhante ao corpo de Cristo. Neste jardim, viveremos e reinaremos com Cristo pelos séculos dos séculos. Ninguém poderá nos separar uns dos outros nem nos afastar da presença daquele que nos deu vida abundante e eterna. Nesse jardim, as belezas mais esplêndidas da terra serão figuras opacas diante do seu exuberante esplendor.
3. O jardim do Getsêmani (Mt 26.36-46).
A história da humanidade revela que entre esses dois jardins, o jardim do Éden e o jardim restaurado, há o jardim da agonia, o jardim do Getsêmani. É pela desolação, pelo sofrimento e sacrifício vicário de Cristo, pela indescritível angústia no Getsêmani, que o “rio da vida límpido como cristal”, corre nesse jardim restaurado. Sem o Getsêmani, não haveria a Nova Jerusalém.
O apóstolo Paulo diz: “[...] quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte do seu Filho [...]” (Rm 5.10). No jardim do Getsêmani, Jesus enfrentou solidão. Ali ele ficou sozinho quando travou a mais terrível batalha do universo. Ali Ele suou sangue quando resoluta e voluntariamente se entregou por nós. No Getsêmani, a antiga serpente, que enganou Eva no jardim do Éden, teve sua cabeça esmagada. Ali Jesus aceitou de bom grado o cálice amargo, de se fazer pecado e maldição por nós, ao sofrer a dolorosa e maldita morte de cruz em nosso lugar.
Ali, o Cordeiro de Deus, não levou em conta a ignomínia da cruz por saber que a alegria que lhe estava proposta, a alegria de nos salvar e nos reconduzir de volta ao jardim de Deus, o jardim restaurado da Jerusalém celestial. A Bíblia diz que onde abundou o pecado, superabundou a graça. Pela sua morte, Cristo trouxe vida; pelo seu sacrifício, redenção. Agora, por meio do seu sangue, temos livre acesso à presença do Pai e, quando da sua vida, entraremos no jardim restaurado de Deus, onde estaremos para sempre com Ele. Aleluia!

CRENTE SEM NOÇÃO

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

CREPÚSCULO DAS ERAS

Neste vídeo você descobrirá como a História está dividida, desde a ruptura entre o homem e o Criador, até a Alvorada do Novo Dia.


PREGANDO O CRISTO CRUCIFICADO


O apóstolo Paulo descreve seu ministério de pregação nas cidades da Galácia como um cartaz público do Cristo crucificado. É claro que os gálatas não haviam presenciado a morte de Jesus. Nem Paulo. Mas através da pregação da cruz, Paulo trouxe o passado ao presente, tornando o evento histórico da cruz uma realidade contemporânea. Consequentemente, os gálatas podiam visualizar a cruz e entender que Cristo havia morrido por seus pecados, e então ajoelhar-se diante da cruz, humildemente, para receber de suas mãos o dom da vida eterna, totalmente gratuita e imerecida.
Porém, a mensagem da cruz, como Paulo explicou mais tarde em 1 Coríntios, é uma pedra de tropeço para o orgulho humano, pois afirma que não podemos alcançar a salvação pelas nossas obras. Não verdade, não podemos sequer contribuir para a nossa salvação. A salvação é um dom de Deus, sem absolutamente nenhuma contribuição de nossa parte.  William Temple disse:
“Minha única contribuição para a redenção é o meu pecado que precisa ser redimido”.
È nesse sentido que Paulo contrasta a si mesmo com os falsos mestres, os judaizantes.Eles pregavam a circuncisão (expressão usada pelos apóstolos para designar a salvação pela obediência à lei) e assim escapavam da perseguição por causa da cruz (Gl 6.12). Ele, por outro lado, pregava Cristo crucificado (a salvação através de Cristo somente) e assim estava sempre sujeito a perseguição (Gl 5.11).
Os evangelistas da atualidade têm diante de si esta mesma escolha. Ou agradamos as pessoas dizendo o que elas querem ouvir (sobre a capacidade de salvar a si mesmas) ou dizemos a verdade que elas não querem ouvir  (sobre pecado, culpa, juízo e cruz). Podemos escolher entre deixá-las satisfeitas ou despertar a sua hostilidade. Em outras palavras, ou somos infiéis e conquistamos popularidade, ou corremos o risco de nos tornarmos impopulares por causa da nossa fidelidade. Não creio que é possível ser fiel e popular ao mesmo tempo. Paulo sabia que precisava tomar uma decisão. Nós também precisamos.
Nele, que triunfou na cruz
Pr Marcelo Oliveira

Ministério da Educação distribui DVD gay infantil!


Confira o corajoso protesto do deputado Jair Bolsonaro, no plenário da Câmara dos Deputados, discurso breve e preciso por meio do qual o parlamentar mostrou toda sua indignação diante de uma proposta que beira a insanidade se não fosse diabólica: um kit para enfiar goela abaixo de nossas crianças – nas escolas públicas e privadas.









Irmãos, não vos enganeis! Esta é uma operação orquestrada por uma horda de demônios. Podemos esperar, que esta será a maior batalha da Igreja nesses tempos finais, uma luta maior que do que foi o comunismo no século passado!


Enquanto isso, a maioria de nós não gosta de debater a questão, se omite, preferindo o silêncio e o anonimato. Esse tem sido o comportamento da maioria dos líderes evangélicos para não se desgastar, ou ser processado. Ou, quando foi a última vez que você ouviu seu pastor falar com coerência e sabedoria no púlpito da sua igreja, ou nos programas de tv e rádio? Ainda por este ponto devemos ao Silas Malafaia pelos seus insights nos seus programas e até em outros, como no "Programa do Ratinho".




terça-feira, 4 de janeiro de 2011

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?




Você já se viu no meio de uma disputa entre pessoas que deveriam se amar? Você já se sentiu pressionado a tomar partido por alguém, tendo que posicionar-se contra o outro que também é seu amigo?
Como administrar este tipo de conflito, onde ambos parecem ter razão?
Paulo se viu numa situação semelhante com os cristãos em Roma. De um lado da arena estavam os cristãos judeus, que traziam consigo toda uma bagagem cultural, tradições milenares, e uma boa dose de legalismo. Do outro lado estava os recém-chegados gentios, que abraçaram a fé em Jesus sem o ranço judaizante, porém tranzendo sua própria cosmovisão.
Era como se dois universos paralelos se colidissem. No meio dessa colisão estava Paulo, um judeu convertido a Cristo, que também usufria de cidadania romana. Quanto tato Paulo teve que ter para lidar com a situação! Quanto jogo de cintura! Ele não podia simplesmente tomar partido pelos judeus, ou pelos gentios. Seu trabalho seria promover a reconciliação pelo exercício da diplomacia. Poderia parecer até que estivesse em cima do muro, ou que fosse um homem de fronteiras, mas na verdade, era um reconciliador, um diplomata do reino.
Em vez de tomar partido, Paulo aponta as qualidades e vicissitudes de ambas as partes, convidando-as ao convívio amistoso patrocinado pelo amor.
A discussão ali girava em torno da dieta alimentar e da guarda de um dia santo (sábado), além da circuncisão. Para os crentes judeus, os gentios deveriam submeter-se a esses regulamentos para pertencer à comunidade cristã. Durante os primeiros capítulos da epístola endereçada aos romanos, Paulo deixa claro que para Deus não há diferença entre judeus e gentios. Ambos são carentes da mesma graça (Rm.3:22-29). Foram vários capítulos dedicados a demonstrar a inutilidade da justiça própria, e a caducidade de regras impostas pela lei, como por exemplo, a circuncisão.
Podia parecer que Paulo se colocara em favor dos gentios, e contra seu próprio povo. Mas como “pau que dá em Chico, também dá em Francisco”, chegara a hora de mirar o outro lado.
Referindo-se àqueles que já haviam compreendido a abrangência da graça, e que já não estavam sob o jugo da lei, Paulo diz:
“Ora, quanto ao que é fraco na fé, recebei-o, mas não para condená-lo em questões discutíveis" (Rm.14:1).
É claro que Paulo tinha uma posição firme acerca dessas coisas, porém, tais questões ainda eram “discutíveis” para aqueles que não as tinham compreendido plenamente.
“Um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come, e o que não come não julgue o que come, pois Deus o recebeu por seu"(vv.2-3).
Se da parte dos judeus, havia quem julgasse os gentios que não se submetiam às ordenanças da Lei, da parte dos gentios havia que desprezasse quem o fizesse. Ambos estavam igualmente errados. Ninguém tem o direito de julgar, tampouco de desprezar. O fato de havermos recebido uma compreensão mais acurada acerca da graça de Deus não nos faz melhores ou superiores àqueles que ainda não a receberam.
“Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para o seu próprio Senhor ele está em pé ou cai. E estará firme, pois poderoso é Deus para o firmar" (v.4).
O que nos firma os pés não é o nível de conhecimento adquirido, e sim o fato de Deus nos ter recebido como Seus. Ele é que é poderoso para nos firmar. Por isso, não temos o direito de nos estribar em nosso próprio conhecimento. Muito mais do que conhecer a Deus, o que realmente importa é ser conhecido por Ele.
Paulo prossegue em seu argumento:
“Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, pois dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus" (vv.5-6).
Muito mais peso do que a ação em si tem a motivação por trás dela. Vejo pessoas que se abstém de certas coisas que a meu ver não têm qualquer valor. Posso discordar delas, mas não posso julgá-las. Só Deus conhece suas motivações. Não acho, por exemplo, que uma mulher que sirva a Deus necessite abrir mão de cuidar de sua aparência, freqüentando salão de beleza, academia, etc. Também não acredito que seja errado para um homem cuidar de sua aparência, e, principalmente de sua saúde. Mas não tenho direito de me sentir superior à quem prefere abster-se disso. Pois quem assim faz, para o Senhor o faz.
Posso discordar de certas práticas, mas não posso julgar a intenção de quem as adota. Posso até argumentar no afã de fazê-lo compreender um pouco mais dos desígnios de Deus, mas não me atrevo a sentir-me superior, mirando-o de cima pra baixo. Da mesma forma, tal pessoa não tem o direito de julgar-me por não adotar suas práticas.
Afinal, “nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor (...) De modo que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus" (vv.7-8, 12).
Tal postura, porém, não tem a pretensão de endossar ensinos legalistas que mantém as pessoas sob um jugo insuportável de regras e ordenanças. Em muitos textos Paulo simplesmente detona tais ensinos (Confira Fp.2:8-23). Mas aqui, Paulo não está falando com líderes, e sim com pessoas que precisam aprender a conviver com quem pensa de maneira diferente. Ele está tratando com uma comunidade heterogênea, onde seus membros teriam que aprender a co-existir pacificamente.
Para mantermos os elos que nos unem intactos, temos que aprender a lidar com as diferentes opiniões de maneira sóbria e modesta, sem jamais impor nossos pontos de vista. Veja o que ele diz mais sobre isso:
“Portanto, não nos julguemos mais uns aos outros. Antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão. Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesmo imunda. Mas se alguém a tem por imunda, então para esse é imunda"(vv.13-14).
Não é fácil lidar com subjetividade. Minhas certezas não devem servir de tropeço ou escândalo pra ninguém. Então, às vezes, é melhor abrir mão do direito de opinar, até que as pessoas tenham alcançado maturidade para entender o que agora não compreendem.
A liberdade que a graça me confere deve ser delimitada pelo amor que tenho a meus irmãos. Devo viver uma espiritualidade ex-cêntrica, isso é, em que o centro gravitacional não seja meu “eu”. Devo aprender a viver em função daqueles por quem Cristo morreu.
Se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não faças perecer por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu (…) Não destruas por causa da comida a obra de Deus" (v.15,20a).
Este princípio tem múltiplos aplicativos. Por exemplo: gosto de ir à praia com minha família. Não vejo qualquer mal nisso. Porém, se estou em meio a irmãos que se escandalizariam com isso, prefiro abster-me de algo que aprecio, só para não ser tropeço para os mais fracos de consciência. Não se trata de hipocrisia, mas de amor.
É claro que há assuntos que são centrais, e que não devem ser alvo de qualquer transigência. Porém, há outros que são, no dizer de Paulo, discutíveis. Deixemos, portanto, que o amor nos restrinja a liberdade, haja vista que o bem comum é mais importante do que o nosso bem-estar particular.
Se todos pensassem e agissem assim, de quantas divisões o Corpo de Cristo seria poupado? Quantas igrejas se dividiram por causa de assuntos periféricos? A quantidade de água ideal para o batismo, se o jejum deve ser total ou parcial, se o pão da Ceia deve ser ázimo ou não, se as mulheres podem ou não exercer cargos eclesiásticos, etc. E assim, destruímos a obra de Deus por causa de preferências pessoais.
É mais fácil renunciar a um vício do que renunciar ao direito de ter razão. Ninguém quer dar o braço a torcer! Porém, no reino de Deus, quem vence não é quem tem razão, mas quem tem amor, não é quem dá a última palavra, mas quem se silencia para não causar escândalo.
Paulo prossegue:
"Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação. Pois também Cristo não agradou a si mesmo" (Rm. 15:1-3a).
Muitas das discussões e desavenças na igreja não se dão por amor à verdade, mas por amor próprio. Todos querem provar que estavam certos, e em contrapartida, o outro lado estava errado. Só o amor nos faz enxergar o outro dentro de sua própria ótica, levando em consideração seu background, seu histórico, e as circunstâncias em que vive. É relativamente fácil julgar a árvore pelos frutos, mas quem se dá ao trabalho de avaliar primeiro suas raízes? Em que terreno ela foi plantada? Como foi cultivada?
Só poderemos abrir mão de termos sempre a razão quando formos batizados no amor. E será este amor que nos concederá uma boa dose de paciência para que suportemos a fraqueza uns dos outros. Paulo arremata:
“Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que, concordes e a uma voz, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, recebei-vos uns aos outros, como também Cristo vos recebeu para a glória de Deus"

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...