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segunda-feira, 12 de março de 2012

A GLÓRIA DAS CICATRIZES



"...pois tu me levantaste e me abateste". Salmos 102:10


Ninguém gosta de portar cicatrizes.
Elas são o atestado das nossas lutas e, inevitavelmente, atribuídas ao fracasso, ao erro, ao infortúnio.


Elas chamam para quem gosta de apontar dedos, aos escarnecedores, aos religiosos, aos cheios de justiça própria, a atenção para o que saiu errado, para os seus possíveis motivos punitivos.


Já ouvi certa vez, que devia-se desconfiar de todo homem de Deus que não as possui. E simplesmente pelo fato de que elas mostram uma certa experiência, nunca sem dor ou sem desassossego. E com Deus.


Nesse salmo, David não deixa dúvidas - Deus o levantou. E Ele também - não o diabo, não os inimigos, não a criatura, não as circunstâncias. E, como tudo o que Ele faz, com um propósito.
Ninguém gosta de exibir as suas mazelas. Os pés de barro. Alguns, não conseguem escondê-las. Preferem as máscaras e as próteses e essas, quanto mais perfeitas e imperceptíveis, melhores.


Hoje valorizo as minhas cicatrizes que continuam a vir sobre mim. Tenho descoberto que elas não me diminuem, mas, ao contrário, me levam mais perto de Deus e acabam como marcas desses "encontros".


São lembretes. Da nossa condição de fragilidade e pequenez, e no fim, quando fechadas, atestam sempre que passamos por Deus e saímos crescidos e mais conhecedores da Sua graça e bondade. O Caio Fábio disse certa vez: "Não há um homem de Deus, que não tenha sido elevado e depois abatido por Ele". Lembremo-nos de Jacó, de Elias, de David, de Daniel, de Paulo e de tantos outros. Não saíram mais os mesmos depois disso.


E, como me ensinou Alan Brizotti, um amigo querido: "Elas acabam sendo úteis para curar a outros". Não são os êxitos que curam. Mas o que ficou em nós depois da provações e lutas com Deus.


Como foi com Jesus (Homem de dores e que sabe o que é padecer!) que, mesmo depois de voltar dos mortos e com um corpo bem diferente do que tinha (que até podia ultrapassar portas e paredes), manteve uma coisa especial do corpo anterior - os sinais dos cravos. E com eles, curou o incrédulo Tomé.


A minha oração é que eu valorize cada minuto nesse processo de "marcação". E em silêncio, sem queixume ou apontamento de possíveis promotores desse momento para além de Deus, acertando-me com Ele. E valorize, o que quase ninguém quer. Que talvez até os anjos desejassem se lhes fosse permitido, mas que hoje, aos humanos, não trazem sucesso algum.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O TEMPLO DE SALOMÃO E A ESPIRITUALIDADE DE PEDRA



O Templo de Salomão foi o primeiro Templo em Jerusalém, e funcionou como um local de culto religioso judaico central para a adoração a Javé, Deus de Israel, onde se ofereciam os sacrifícios conhecidos como korbanot. Era nele que ficava a Arca da Aliança. Esse Templo foi destruído totalmente por Nabucodonosor II da Babilônia, em 586 a.C., e consequente escravidão dos judeus pelos babilônios. Após essa época, os judeus voltaram e construíram no mesmo lugar um segundo templo, o qual foi destruído pelo imperador assírio Antíoco Epifanes. Em 4 d.C. o Rei Herodes, querendo agradar os judeus reconstruiu o templo, que foi mais portentoso que os dois primeiros. Foi este onde Jesus pregou e previu sua destruição, que aconteceu de fato em 70 d.C., pelas mãos dos romanos, por conta da Grande Revolta Judaica.

Hoje tudo o que resta do Templo de Salomão (em sua terceira encarnação) é o Muro das Lamentações, usado por judeus ortodoxos como lugar de oração.

Agora uma denominação evangélica pretende construir uma réplica do Templo de Salomão no distrito do Brás, em São Paulo. Com capacidade para receber 10 mil fiéis, o templo não será de ouro e prata, como o original, mas promete ter detalhes iguais ao do antigo santuário, inclusive com pedras trazidas de Israel. O Templo irá ocupar um quarteirão inteiro e promete ser maior que a "Catedral da Sé", maior igreja católica da cidade. A construção terá 55 metros de altura, o que correspondente a quase duas vezes a altura da estátua do "Cristo Redentor". Serão investidos 200 milhões de reais, que virão, claro, da doação dos fiéis.

Me perguntaram porque uma religião cristã precisa buscar no judaísmo a inspiração para ser o local mais importante de congregação deles, e logo lembrei que é porque o cristianismo historicamente NÃO TEM UM TEMPLO FÍSICO. A rigor, Jesus não fazia diferenciação de sua doutrina, que era aberta a todos, em especial os judeus, e por isso ele procurava o local de congregação tradicional dos judeus (sinagogas e o Templo). Busque na bíblia, e você verá que Jesus nunca deu importância ao aspecto físico de Templos ou lugares de oração, mas (ironicamente) era muito sério quanto a transformar um templo de oração num negócio:

E falando-lhe alguns a respeito do Templo, como estava ornado de formosas pedras e dádivas, disse ele: Quanto a isto que vedes, dias virão em que não se deixará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada
(Lucas 21:5-6)

Chegaram, pois, a Jerusalém. E entrando ele no Templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam; e derrubou as mesas dos cambistas, e as cadeiras dos que vendiam pombas; e não consentia que ninguém atravessasse o templo levando qualquer utensílio; e ensinava, dizendo-lhes:Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes feito covil de salteadores
(Marcos 11:15-17)

Protestaram, pois, os judeus, perguntando-lhe: Que sinal de autoridade nos mostras, uma vez que fazes isto? Respondeu-lhes Jesus: Derrubai este santuário, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do santuário do seu corpo
(João 2:18-21)

Digo-vos, porém, que aqui está o que é maior do que o Templo
(Mateus 12:6)

E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará
(Mateus 6:5-6)


O Templo de Salomão significou uma era de esplendor e orgulho para os judeus. Com isso, os sacerdotes se afastaram, pela soberba, da essência dos ensinamentos da Torah e transformaram a mais importante casa de oração num comércio, vendendo os tais korbanot (tudo em nome do Senhor Javé, claro). E era isso q Jesus criticava quando falava dos Fariseus , E agora vem uma denominação cristã procurando erigir um símbolo da glória (e, consequentemente, da ruína) de uma civilização, algo que simbolicamente pra nós, cristãos, representa o ponto mais alto e ao mesmo tempo o mais baixo de um povo, pois fixou ali, em pedra, a espiritualidade que deveria ser carregada no íntimo (e, especialmente, em nossas atitudes). Isso Jesus nos advertiu. E não podemos negar que isso se tornou uma triste realidade para os judeus por séculos e séculos, onde tiveram de fazer (às escondidas) do seu humilde lar ou porão (mais dramaticamente ainda sua própria alma, quando não dispunham sequer da posse do seu corpo) o seu único santuário.

Não vou dizer que esses 200 milhões seriam melhor investidos em outra coisa, pois seria demagogia (todos nós poderíamos pegar o dinheiro do cinema e dar aos pobres, por exemplo), mas gostaria de lembrar que não conheço nenhuma religião que mobilize seus fiéis de forma tão contundente a construir algo realmente cristão, como um hospital público top de linha, por exemplo, que poderia ser construído e aparelhado com R$ 80 milhões, e mantido (R$ 40 milhões ao ano) com apenas uma fração do dinheiro do dízimo anual dessas igrejas gigantescas. Jesus certamente ficaria feliz.

Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração
(Mateus 6:19-21)
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O PODER DO PERDÃO



Certa vez, numa destas escolinhas maternais, Pedrinho e Gabriel tiveram uma briga muito feia. Tinham quatro anos. Não se sabe o motivo: se foi o roubo de uma bala, ou outro objeto de sua lancheira. Trocaram tapas, mordidas e puxões de cabelo. Um alegava que a mamãe foi xingada, outro o chamava de “ladlão”. As professoras correram para separar os bebês, mas mesmo no colo, queriam continuar a luta.



O tempo passou, nunca mais se viram. Estudaram, cresceram, ficaram burros e casaram. Quarentões, se reencontraram em um movimentado shopping, com suas famílias, esposa, filhos, e a reação foi imediata. Estavam em uma mesa da praça de alimentação, um pegou uma cadeira, o outro se armou de uma pesada lixeira de ferro.



- Você roubou minha mochila, Pedrinho! E meu pirulito de cerejinha!



- Desgraçado! Chamou a mamãe de vaca! Quebrou a ponta do meu lápis azul de golfinho!



Com um golpe certeiro, um deles – não importa qual - matou o outro, rachando-lhe a cabeça, deixando o oponente estirado no meio da multidão, em frente aos filhos que choravam desesperadamente.



Tal história só é absurda por sabermos que crianças esquecem, perdoam. Não andam com magoas por toda a vida. Fosse o contrário, obviamente esses meninos nunca teriam crescido de forma sadia, se formado, amariam alguém, casariam e constituiriam família. Não é usual ap essoas que carregam magoa em sua existência.



Vivemos a beira do ódio, da inveja, do homicídio, do ciúme. Levamos estas coisas em nossa vida, sacos de lixo teimosamente acorrentados e empilhados onde deveria ser o trono de Deus em nossa alma. Nem por isso nos julgamos absurdos, trágicos, ilógicos quando não perdoamos.



P perdão é a única forma de arrancar as raízes putrefadas que o pior da vida semeia em nossa existência. Como dito na “A Cabana”, precisamos tirar a mão do pescoço daquele que merece ser esganado, tirar as garras de nosso próprio pescoço. E isso é muito simples de entender quando quem exige isso oferece o que for necessário para desfrutar da eternidade.



Será que daqui a trezentos anos permaneceremos chorando o abandono de alguém?
Odiaremos com a mesma intensidade aquele que nos agrediu, ou tocou naquele que amamos?
Permaneceremos ruminando a maldade alheia que nos tirou da rota que - supostamente - nos levaria
a felicidade plena?
Quando perdoaremos a nós mesmos por nossa tendência a imbecilidades(coisa que Jesus já fez)?



O Mestre diz que se não for como crianças, não chegaremos ao reino. Crianças choram, sofrem e esquecem. Até que a inocência acaba, abrimos os olhos e vemos que estamos nús... é quando começamos a morrer.



As coisas velhas passarão, e tudo se fará novo. Creia. Fique em paz.




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ASTUTO INIMIGO



Por Hermes C. Fernandes

Pode-se falar tudo de mal acerca do Diabo, o arqui-inimigo do povo de Deus. Que ele é astuto, mentiroso, sagaz, perverso, todos já sabemos. Mas há nele uma virtude inegável, e que, por incrível que pareça falta em muitos cristãos. Antes que alguém se escandalize, achando que estou fazendo o papel de advogado do diabo, ou mesmo desista de ler o resto do texto, deixe-me revelar que virtude seria esta. Trata-se da persistência. O inimigo de nossas almas não desiste fácil. E quando ele não obtém êxito com suas ameaças e tentações, ele parte para sua última cartada, a negociação. Já que o prejuízo é inevitável, o diabo busca uma maneira de atenuá-lo ao máximo.  Para tal, ele é capaz de recorrer à via da diplomacia.

Foi esta a estratégia usada por Faraó ao convidar Moisés para o diálogo. O Egito já havia sido alvo de várias pragas enviadas por Deus. Moisés parecia irredutível em sua decisão em tirar seu povo da escravidão. Chegara, portanto, a hora do monarca egípcio usar de toda a sua sagacidade para reduzir as perdas.

Ao todo, foram quatro propostas feitas por Faraó a Moisés, e que coincidem com as propostas que o mundo nos faz. Quando digo “mundo”, refiro-me ao sistema edificado sobre a injustiça, a corrupção e a cobiça, que tem no diabo o seu arquiteto.

Na primeira proposta, Faraó diz ao Moisés: “Ide e oferecei sacrifícios ao vosso Deus nesta terra” (Êx.8:25). Parafraseando-o: Por que deixar o Egito para adorar ao seu Deus? Vocês têm permissão de fazê-lo aqui mesmo.

Poderia parecer benevolência de Faraó, porém, por trás desta proposta havia o receio de que aquele povo, ao deixar o perímetro egípcio, jamais retornasse. Se isso ocorresse, aquela sociedade entraria em colapso, pois dependia da mão de obra escrava. 

De maneira semelhante, o mundo tenta convencer-nos de que podemos servir a Deus sem romper com seus valores, mesmo que sejam antagônicos aos valores do Reino de Deus. Esta proposta se esbarra na advertência feita pelo Espírito Santo:

“Não ameis o mundo nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo, a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. Ora, o mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 João 2:15-17).

E mais:

“Não sabeis que a amizade do mundo é inimizade com Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:4b).

Diante disso, não há margem que nos permita aceitar tal proposta do inimigo. Se quisermos agradar a Deus, temos que romper com o sistema, negando-nos a ser mais uma de suas engrenagens. 

Ao sermos convertidos, somos transportados do império das trevas para o Reino de Cristo (Cl.1:13). Embora ainda vivamos no mundo, já não somos reféns do sistema. Deixamos a condição de escravos do império das trevas, para tornarmo-nos filhos e cidadãos do Reino de Deus.

Dada a recusa imediata de Moisés à primeira proposta, Faraó apresentou-lhe a segunda:

"Eu vos deixarei ir, para que ofereçais sacrifícios ao Senhor, o vosso Deus, no deserto, apenas se, saindo, não fordes muito longe. Agora orai por mim" (Êx.8:28).

Já que vocês insistem em deixar o Egito, vamos combinar o seguinte: podem ir, mas não vão longe. Seria hoje, o equivalente a dizer: Querem congregar numa igreja? Fiquem a vontade! Mas cuidado pra que vocês não fiquem fanáticos. Vão, mas não tão fundo. Envolvam-se com as coisas do Reino, mas não se comprometam. 

Fica óbvio que a preocupação de Faraó era mantê-los ao alcance de sua vista. Esta tem sido uma constante preocupação do inimigo. Ele tenta parecer amistoso, cordial. Chega a pedir que orem por ele. Tudo para conquistar sua confiança, e mantê-los enredados. 

Não podemos cair em sua artimanha! Se é pra deixar o Egito em direção à Terra Prometida, então temos que ir fundo neste propósito. Nada de barganhas com o Diabo! Deus nos chama ao comprometimento com os valores preconizados pelo Evangelho. Envolver-nos na causa do Reino sem nos comprometermos radicalmente com ela é total perda de tempo. 

Deus deseja levar-nos para muito além do alcance da vista do inimigo. Trata-se, portanto, de um caminho sem volta. Satanás terá que aceitar que ficou no prejuízo. Nunca mais vai recuperar seus escravos.

Insatisfeito com a resposta de Moisés, Faraó partiu pra terceira tentativa. Reunido com Moisés e Arão, pergunta-lhes:

"Ide, servi ao Senhor, o vosso Deus. Quem deverá ir?" (Êx.10:8).

Ele queria certificar-se do tamanho do prejuízo que sofreria.

Confira a resposta de Moisés, e a réplica de Faraó:

"Temos de ir com os nossos jovens e com os nossos velhos, com os nossos filhos e com as nossas filhas, com os nossos rebanhos e com o nosso gado, porque temos que celebrar festa ao Senhor. Disse-lhe Faraó: Seja o Senhor convosco, se eu vos deixar ir com as crianças! Vede como tendes más intenções. Não será assim. Agora, ide vós, os homens, e servi ao Sehor, pois isso é o que pedistes. E os expulsaram da presença de Faraó" (Êx.10:9-11).

Até ali, Faraó havia mantido a compostura. Mas agora Moisés fora longe demais. Se as crianças ficassem no Egito, Faraó garantiria a próxima geração de escravos. Caso os pais não retornassem, os filhos os substituiriam imediatamente. O que ele não podia era ficar sem mão-de-obra escrava. 

Muitos cristãos sinceros têm aceito esta proposta do inimigo, pois acham que não devem forçar os filhos a servirem a Deus. Dizem: - Quando eles forem adultos, escolheram por si mesmos. Ora, se os pais têm o sagrado direito de escolher onde os filhos moram, em que escola estudam, o que comem, vestem, e até o time pelo qual torcem, por que não podem influenciar em sua vida espiritual? 

Deveríamos espelhar-nos na postura de Josué, que ao introduzir os hebreus na Terra Prometida, disse-lhes:

"Escolhei hoje a quem sirvais (...) Eu e a minha casa serviremos ao Senhor"(Js.24:15).

A maior herança que os pais deixam para o seus filhos é a sua fé.  

Se Satanás acha que aceitaremos negociar com a alma de nossos filhos, ele está redondamente enganado, e merece uma resposta mal criada à altura de sua petulância. 

Não permitamos que eles sejam educados pela babá eletrônica. Ou que sejam criados na rua. Assumamos a responsabilidade de criá-los debaixo do temor do Senhor, e nos princípios de Sua Palavra. Quando crescerem, nos agradecerão.

Faltava agora a última proposta. Mandando chamar novamente a Moisés, Faraó lhe disse:

"Ide, servi ao Senhor. Somente fiquem os vossos rebanhos e o vosso gado; vão também convosco as vossas crianças" (Êx.10:24).

Já que não dá pra ficar com as famílias (velhos, adultos e crianças), Faraó tenta evitar que eles levem também os seus bens. Quem deixar o Egito? Ok. Estão liberados! Querem ir longe? Vão com Deus! Querem levar a família inteira? Então, sumam da minha frente! Mas não se atrevam a levar seus recursos!

Infelizmente, esta tem sido a proposta mais indecorosa e tentadora que o Diabo tem feito aos cristãos de todas as eras. E não poucos têm cedido a ela. Dizem que comprometem suas almas e famílias com o Reino de Deus, porém, mantém seus recursos distante de qualquer compromisso que não seja com seu próprio bem-estar. Como se fosse possível servir a Deus e ao dinheiro. 

Parece que Martinho Lutero tinha razão ao afirmar que a última parte do indivíduo a ser converter é o bolso. 

Ora, a libertação promovida por Deus ao Seu povo devia abranger todas as áreas. Por isso, lemos que Ele os fez sair do Egito com "prata e ouro", e que entre as suas tribos não houve um só enfermo (Sl.105:37). 

Não adianta dizer que servirmos a Deus, enquanto nossos recursos continuam à mercê do sistema deste mundo. O dinheiro que antes gastávamos com vícios, jogatina, promiscuidade, prazeres, agora deve ser empregado naquilo que enaltece a Deus e beneficia nossos semelhantes. 

A resposta dada por Moisés a esta última proposta de Faraó deve ecoar em nossos lábios:

"Também o nosso gado há de ir conosco; nem uma unha ficará!"(Êx.10:26).

Tudo o que somos, e tudo o que temos, há de servir ao Senhor. Nas palavras do Salmista: "Bendize, ó minh'alma ao Senhor, e tudo o que há em mim, bendiz ao Seu santo nome" (Sl.103:1). E isso inclui, naturalmente, nossos recursos materiais. 

Quando ofertamos, dizimamos e repartimos nosso pão com o nosso próximo, estamos saqueando o Egito, consagrando nossos bens à causa do Reino. Estamos colocando nossos haveres em seu devido lugar. Em vez de servirmos ao dinheiro como um senhor, fazemos dele nosso servo. Assim, ele jamais será instrumento através do qual Faraó nos cativará. 

Se o inimigo é perseverante em seus funestos propósitos, sejamos ainda mais perseverantes que ele no propósito de ser a Deus no lugar onde Ele designou, acompanhado das pessoas que Ele escolheu, e em posse daquilo que Ele nos deu.



sábado, 27 de agosto de 2011

Deus não está nem ai...

Por Hermes C. Fernandes


Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir... mas vai perguntar quantas pessoas necessitando de ajuda você transportou.

Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa... mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.


Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário... mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.

Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais... mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.

Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário... mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.


Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu... mas vai perguntar de que forma você promoveu os outros.


Deus não vai perguntar qual foi o título do cargo que você ocupava... mas vai perguntar se você desempenhou o seu trabalho com o melhor de suas habilidades.


Deus não vai perguntar quantos amigos você teve... mas vai perguntar para quantas pessoas você foi amigo.


Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos... mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros.


Deus não vai perguntar em que bairro você morou... mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos.


Deus não vai perguntar quantos diplomas você conquistou... mas vai perguntar como você usou seu conhecimento para o bem comum.


Deus não vai perguntar quantos hectares tinha sua propriedade... mas vai perguntar se você ajudou a proteger o meio-ambiente.


Deus não vai perguntar quantas pessoas você atraiu para a igreja... mas vai perguntar como você influenciou o Mundo à sua volta.


Deus não vai perguntar que herança você deixou para seus filhos... mas vai perguntar
que
legado deixou para as próximas gerações. E eu me pergunto: Que tipo de respostas terei para dar? Talvez Ele nem faça pergunta alguma. Bastaria Seu olhar prescrutante para que todas essas perguntas nos viessem à mente num abrir e piscar de olhos. E você, está pronto pra encontrar-se com Deus?


sábado, 20 de agosto de 2011

DESÂNIMO

Por que as pessoas  ficam desanimadas? Um diz que é por causa do casamento, outros afirmam que estão em dificuldades no trabalho e na igreja, e a lista não pára, porém o real problema, em todos os casos, é um:  desanimo é pecado e o pecado traz desânimo. Pedro ficou extremamente desanimado depois de negar a Jesus e Judas chegou até ao suicidou por conta de sua traição. Davi diz que seus ossos envelheceram enquanto ele ocultou seu pecado. Mas pecado não é apenas homicídio ou adultério, e sim nos relacionarmos de maneira errada com Deus.

Quais são as atitudes erradas que as vezes temos para com Deus que nos levam ao desanimo?

1-Falta de fé
                Jo 16:33 “No mundo, passais por aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”.
                Em II Co 4 Paulo conta o que estava lhe acontecendo e como ele reagia.: “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados... abatidos, porém não destruídos”.
                Abatido pode, mas sem animo não. Visto que na linguagem bíblica abatido é estar sem força, enquanto que desanimado é estar sem fé e tudo que não procede de fé é pecado. Em Tg 1:5-8 o irmão do Senhor associa fé com ânimo.
Na realidade o abatimento é uma condição para Deus agir, pois aí podemos dizer: “Quando sou fraco é que sou forte”. Porém, quando sou desanimado, sou incrédulo, e assim nunca vejo o poder de Deus.
Jz 8:4 diz que o exercito de Gideão “estava cansado, porém perseguindo”.  O abatido e cansado que tem animo luta, mas o desanimado mesmo descansado não guerreia nem com formiga.
Jesus ficou, triste, chorou, mas nunca desanimou (Is 42:4). Se não houver mais sorriso no rosto e nem força nas mãos, porém existir fé no coração, pode ter certeza há esperança para você, pois o justo viverá pela fé e os que esperam no Senhor renovam a suas forças.

2-Falta de Viver Cristo
                “Para mim o viver é Cristo”, foi Paulo quem usou esta expressão, para consolar os filipenses que pensavam que porque ele encontrava-se na cadeia, ele estava infeliz. O apóstolo queria com esta afirmação dizer: “Meu animo vem do Senhor e não das circunstâncias”. Diferente dos ímpios. Eles até são animados, mas somente quando coisas boas os cercam, o animo deles é natural. Se você só se motiva assim, então está agindo como ímpio.
                “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto”. Deus vai te jogar ao chão, vai te abater, para que seu animo e força natural também caiam por terra. Contudo, é nesta hora que você terá que escolher: fico ali desanimado ou me levanto na força de Cristo. Este foi o caminho trilhado por Davi ao ver sua casa totalmente saqueada pelos amalequitas. Diz a bíblia que ele chorou até não ter mais forças, mas também está escrito que ele se reanimou no Senhor.
                Deus ao criar o homem o colocou num jardim repleto de boas arvores comestíveis e deu tudo para Adão, entretanto bem no meio do Éden o Senhor pôs a Arvore da Vida para dizer: “Desfrute de tudo, fique feliz com tudo, mas que o centro da sua vida seja Eu”.
                As vezes Deus usa pessoas ou sinais para te trazer um animo, mas em outras você precisa seguir a estratégia do Sl 91 e se refugiar no esconderijo do altíssimo, que de tão alto passa por cima de toda dificuldade.

3-Falta de gratidão
                Quando alguém passa na faculdade, compra um carro ou conquista um grande feito, algumas pessoas fazem um culto de ações de graças. Entretanto, o mandamento bíblico é que a gratidão seja algo como o pão nosso de cada dia. E aí surge a pergunta: “Isto deve acontecer mesmo em tempos de perdas e dificuldades?”. Claro, porque só de estar vivo você está no lucro, pois merecia estar no inferno.
                O desanimo surge porque você é ingrato, sempre acha que merecia mais. Por que se chateia com seu carro? Ora, porque acha que merecia um melhor. Por que está infeliz com seu trabalho? Por pensar ser digno de ter algo melhor. No entanto quando você se enxerga como pecador algo maravilhoso começa a acontecer. Você entende que não é digno de nada, portanto tudo que vier será sempre encarado com mais do que o que você merece.
Quando disse não ao pedido de Davi para construir o templo, o homem que venceu Golias não ficou desapontado, pelo contrário, o que ele disse foi: “Quem sou eu Senhor. Se tu não quiseres fazer isto, ótimo, pois tu já me tiraste lá das ovelhas e me trouxeste para o palácio, o que mais eu poderia desejar?”. E não pense que a sua história é diferente, já que ele te tirou da lama do pecado, e  fez sentar-se à mesa com o Rei dos Reis.
“Felizes os pobres de espírito”, disse Jesus. Sabe por que? Por que para o pobre, mesmo as menores coisas se tornam grandes, visto que para quem não tem nada, qualquer presente vira tudo. O pobre não espera receber muita coisa porque não tem condições, sendo assim quando algo de bom lhe sobrevêm, ele fica extasiado. Certa vez eu dei uma bonequinha de presente para uma menininha da igreja. A boneca era simples, mas como a menina era mais simples ainda ela soltou foguetes. Quem não se acha digno nem de comer melado quando come se lambuza, por outro lado, quem se vê merecedor de ingerir apenas comida chique ao comer melado se enraivece.
No Éden o diabo disse: “Tá vendo como seu Deus é mesquinho, Ele criou uma arvore só para dizer que você não pode tê-la”. Ef diz que ações de graças nos enche do Espírito. Se a gratidão atrai Deus, a ingratidão nos aproxima do Diabo. 


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

NAVEGANDO NO BARCO DA VIDA

A vida é uma viagem que pode ser um passeio agradável ou uma excursão turbulenta, tudo isto só é determinado pela nossa atitude e escolhas diante do barco da vida. Mas ao dizer isto, não pense que estou afirmando que se tivermos boas escolhas não haverá tempestades em nossa jornada, mas sim que mesmo em meio a elas poderemos experimentar o melhor de Deus. Deste modo, quero tomar Jonas e Paulo, dois servos de Deus, que estavam viajando cada um em um navio, mas com algo em comum; os dois enfrentaram uma tempestade, mas como a atitude deles era diferente a vida deles também o foi.

Quais as diferenças destes dois homens? Por que um mesmo em meio a tempestade teve uma vida plena, enquanto que o outro terminou seus dias amargurado?

1-Jonas viaja sozinho. Paulo se integra com todos
                Jonas entrou no barco e logo foi se esconder de todos no porão. Paulo por sua vez, fez amizade com todos que encontrava. Com os prisioneiros, com o capitão, com o centurião e os bárbaros da ilha. Jonas não estava nem aí para os outros, Paulo por sua vez se preocupava com os enfermos da ilha de malta, aconselha os prisioneiros a comer e o centurião a não permitir que os marinheiros partissem, enfim, ele se meteu na vida daqueles que passavam por ele, porque sabia que não há vida sozinho, pois você conhece alguém que não gosta de gente e é feliz? Você já reparou que os maníacos são sempre solitários e que os loucos nunca se misturam, antes “vivem no seu mundinho”? Um homem visitava um hospício. O enfermeiro mostrava-lhe pacientemente os vários setores daquela casa. Intrigado com a desproporção entre o numero de funcionários e o de enfermos ali internados, o visitante perguntou: ”Vocês não tem medo de que os internos se amotinem e agridam vocês? Afinal, eles são em numero muito maior!” O enfermeiro respondeu: “Oh! Não. Ninguém precisa ficar com medo. Os loucos nunca se unem”.
                Jonas tem mais amor por coisas do que por gente. Não tá nem aí com a perdição dos ninivitas, porém fica triste com a morte de uma planta que lhe deu sombra. Paulo, não despreza as coisas materiais, contudo valoriza mesmo as vidas: “Senhores, era preciso terem-me atendido e não partir de Creta, para evitar este dano e perda. Mas já agora vos aconselho bom animo, porque nenhuma vida se perderá de entre vós, mas somente o navio”.
Por isto Jonas é amargo, visto que não sabia que a única coisa que nos descansa de verdade são as pessoas. Davi na velhice foi esquentado por uma moça, Paulo se sentiu mais animado ao chegar em Roma porque os irmãos vieram até ele e quando triste, ao invés de tomar remédio ingeriu uma boa dose de vida humana, dizendo que certos irmãos lhe serviam como calmante (Cl 4:11).
Tá cheio de pessoas como Jonas que trocam gente por coisa. É o casal que ao invés de um filho adotam um cachorro. Com isso não tem muita tristeza, mas também não tem muita alegria. É o homem de sucesso que para ganhar o mundo, perdeu a família, e por fim se viu sem a própria alma.
                Jonas fugiu de Deus porque não queria pregar e ver os ninivitas encontrando o favor de Deus. Ele era assim porque tinha um histórico de sofrimento em relação a estas nações pagas: “Assim como outros povos já nos oprimiram, estes também farão o mesmo”. Jonas, portanto não queria converter seus possíveis algozes. Paulo, no entanto, era o contrário, foi para Roma converter os romanos, povo que dominava o seu povo. Não tratemos mal aos outros somente porque os outros nos trataram mal, paguemos o mal com o bem, pois esta conta é sempre mais barata.
                Mario Quintana disse: “O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso”.  Isto é desculpa de fracassado, de pessoas que fazem coisas erradas e não querem ser descobertos e tratados. Quem está em desobediência a Deus tende a se esconder no porão.

2-Jonas usa sua liberdade para fugir do Senhor. Paulo usa sua prisão para fazer a vontade de Deus
A frase acima é o mesmo que dizer: alguns experimentam uma circunstância favorável e ainda assim vivem uma vida desgraçada, enquanto que outros mesmo diante da desgraça transformam a vida numa obra prima.
Muitas das circunstancias que nós vivemos não foram escolhidas e nem determinadas por nós, e com isso muitos só sabem reclamar da própria vida. Jonas não queria ter aquela missão, assim como muitos não desejariam ter o emprego que tem, a cor, a orelha que tem e talvez não esperavam que a vida tomasse o rumo que tomou.  Sendo assim, alguns são como Paulo que mesmo preso foi para Roma como alguém livre, enquanto que Jonas mesmo livre acabou indo preso para Nínive. A circunstancia de Paulo não era das melhores, pois me diga, quem gosta de ser presidiário? Mas como ele viu até nisso a mão de Deus para que cumprisse a vontade do Senhor, pode viver uma vida plena.
Deixe-me dar um conselho simples: mude o que dá para mudar e aceita o que não dá. Se não puder fazer tudo o que quer, faça tudo o que pode. Paulo ensinou isto aos escravos: “foste chamado, sendo escravo? Não te preocupes com isso; mas, se ainda podes tornar-te livre, aproveita a oportunidade. Por que o que foi chamado no senhor, sendo escravo, é liberto do Senhor” (I Co 7:21). É como se o apostolo dissesse: “Dá pra ser livre? Então seja. Senão, saiba que em Cristo, nem as cadeias te prendem, ou seja, as circunstancias não são mais fortes do que sua escolha em fazer da sua vida algo que valha a pena”. Se dá pra mudar de emprego mude, se não dá mude a atitude.

3-Jonas é estúpido. Paulo é cheio de bom senso
Jonas é profeta do Senhor, o Todo-Poderoso, aquele que criou os céus e a terra, que possui os olhos em todos os cantos do cosmos, mas ainda assim diz: “Vou fugir dele”.  Até os ímpios dizem para ele: “Rapaz, os nossos deuses são pequenos. É o deus da terra, o deus do mar. Portanto se erramos contra o deus da terra, fugimos para o mar. Agora, o teu é o Senhor que fez tudo. É muita burrice fugir dele” (Jn 1:9-10).
            Jonas diz: “Deus quer que eu chegue a Ninive. Eu vou chegar de qualquer jeito porque ele é o Todo-Poderoso, mas ainda assim vou atrapalhar”. Paulo diz:  “Deus quer que eu chegue a Roma, eu vou chegar de qualquer jeito porque ele é o Todo-Poderoso, mas ainda assim eu ajudo”.
                Mesmo sabendo que Deus o queria em Roma, ao ver o vento Paulo diz: “Não vamos, esperemos o tempo melhorar”. Noutro momento os marinheiros decidiram pular do barco. Então o apostolo diz para o capitão: “Não deixa não! Senão vamos morrer”. Se o barco era de evangélicos e Paulo diz isto, as pessoas o jogam pra fora na hora: “Sai pra lá que teu nome é Jonas. Qual é, não estamos indo fazer a vontade de Deus? Então não se preocupa com nada rapaz, entrega nas mãos dele”.  Fé hoje virou sinônimo de estupidez.
                Orou para o fulano ser curado, mas ele não foi? Em vez de ficar fazendo confissão positiva: “Estou curado!” e depois morrer culpando a Deus, Paulo aconselha a Timóteo tome um vinhozinho para o estomago. Quer um emprego melhor? Ore a Deus, mas faça um bom currículo. Quer prosperar? Entregue os 10 %, mas administre bem os noventa e nove.
                Se você ama a Deus, eu creio que vai chegar onde Ele quer. Mas lembre-se; com bom senso a viagem é melhor.

4- Jonas é natural. Paulo é espiritual
                Diante da tempestade, todos no barco oravam e jejuavam, menos... Jonas, o profeta.
Paulo é cheio de bom senso, mas isto não o torna um cético. Ele diz que viu anjo. A cobra o pica, ele crê que Deus cura. Agora o interessante de Paulo é o equilíbrio entre bom senso e espiritualidade. Ele olha e avalia o natural da mesma forma que crê no sobrenatural. Espiritual para ver anjo e com bom senso para enxergar ondas.
Agora, no nosso mundo ou temos o grupo dos inteligentes céticos ou dos espiritosféricos ignorantes. Já reparou que este povo que só sabe ver anjo é um tanto problemático e louco e que essa gente que não crê em nada, apenas em sua razão são negativas e amargas? Sim, e desta forma acabam virando Jonas deprimido.

5-Jonas desiste da vida. Paulo tem fé na vida
Jonas ao ver que a coisa estava preta, desiste da vida. Em vez de se arrepender e ajeitar as coisas
dizendo: “As coisas estão assim porque eu estou desobedecendo a Deus. Mas vamos mudar a direção do barco rumo a Nínive, porque as coisas vão melhorar”, ele diz: “Me joguem no mar. Me matem!”. Paulo por sua vez, mesmo vivendo uma tempestade que não foi gerada por ele diz: Vocês deviam ter me ouvido para a gente não quebra a cara. Mas já que viemos e quebramos a cara, animo. Não desistam! Vamos tentar de novo”.
                Pessoas com a atitude negativa diante da vida, jamais vão desfrutar uma viagem gostosa. Antes, são como Jonas, só estão esperando uma oportunidade de morrer.

 Nele, que nos chama para navegarmos no Espírito.
 Pr. Arnaldo de Almeida


               



               



sábado, 6 de agosto de 2011

SÍNDROME DE PETER PAN

Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. (Efésios 4:14)



Essas palavras de Paulo são reveladoras. Ele diz que não devemos ser “como meninos, agitados de um lado para o outro”(Efésios 4.14). Não podemos permanecer crianças pelo resto das nossas vidas. O não crescimento e não desenvolvimento de um bebê é sinal de algum tipo de enfermidade ou anormalidade. Uma criança saudável e normal cresce e se desenvolve. É isso o que Paulo está dizendo aos cristãos. O novo-nascimento não é o bastante. Precisamos crescer, nos tornar maduros e cada vez mais parecidos com Jesus (Efésios 4.13). Deus não nos salvou e arrancou das garras do diabo a fim de que fôssemos crianças para sempre. Deus não planejou e nem deseja que sejamos bebês ou meninos espirituais por toda a nossa peregrinação nessa terra.

Na verdade, o diabo é quem tem esse desejo e projeto. Se ele não consegue nos aprisionar nas trevas, ele tenta nos aprisionar na infância espiritual. Se ele não consegue impedir-nos de encontrar com Deus, ele tentará impedir-nos de crescer em Deus. Se ele não consegue abortar o nosso novo-nascimento, ele tentará abortar o nosso crescimento. Ele trabalhará de todas as maneiras, usará de todos os seus estratagemas, lançará todos os seus dardos inflamados, enviará todos os seus ventos e sugestões para que permaneçamos simplesmente bebês espirituais, gente que não cresce, doentes na alma e no espírito, velhos no corpo e meninos na fé.

Meninos são fáceis de serem agitados e levados de um lado para o outro. Meninos são facilmente manipulados. Basta vir uma onda mais forte, um vento mais furioso, um argumento – aparentemente – mais convincente, um presente mais bem embrulhado, uma recompensa mais imediata, uma palavra mais colorida e os meninos se deixam levar. Os meninos não se levam a si mesmos, mas são levados pelos outros. São carregados por todos os que simplesmente têm a intenção de carregá-los. Não é necessário muito malabarismo para levar as crianças. As crianças são atraídas por tudo o que parece bonito e traz satisfação imediata. Por isso não é difícil fazer com que os meninos troquem os tesouros do amanhã pelas bugigangas do presente, as promessas de Deus pelas promessas do diabo, a Palavra do Senhor pela palavra do homem, a cidadania nos céus pelos prazeres transitórios do pecado.

Por essa razão, o apóstolo Paulo faz um apelo em prol do crescimento dos cristãos!
 Não basta ter acontecido o novo nascimento; tem que haver crescimento. Jesus não morreu e ressuscitou simplesmente para salvar o ser humano da morte eterna, mas também para salvar o ser humano de uma infância perene. Jesus morreu, ressuscitou e concedeu dons aos homens para eles crescerem e chegarem “à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Efésios 4.13). Nós não nascemos para nãocrescer! Pelo contrário, nós nascemos para nos tornarmos adultos! Enquanto o crescimento é normal, o não-crescimento é sinal de anormalidade. Um bebê que nasce e não cresce é um bebê anormal. Pela fragilidade da sua condição, ele precisa de cuidados especiais a fim de não ser levado de um lado para o outro, de uma enfermidade para outra enfermidade, de uma escravidão para outra escravidão.

Nós precisamos crescer! Não podemos permanecer debaixo da Síndrome e maldição de Peter Pan. Não podemos permanecer debaixo da escravidão de Satanás, sendo crianças por toda a nossa vida cristã. Jesus morreu e ressuscitou para nascermos e crescermos, para passarmos pela infância e chegarmos à maturidade. A nossa conversão e o novo nascimento não são o fim, mas apenas o início da nossa salvação. Nascemos de novo para crescermos de novo. Precisamos crescer até nos tornarmos mais parecidos com Cristo. Jesus é o nosso padrão de crescimento.

Para sabermos o quanto já crescemos,
 basta sabermos o quanto parecemos com Jesus. Não basta dizermos que amamos Jesus, mas sim amarmos com Jesus amou, perdoarmos aos outros com Ele perdoou, relacionarmo-nos com o Pai como Ele se relacionou, obedecermos a Deus como Ele obedeceu, entregarmo-nos em favor dos outros como Ele se entregou, servirmos às pessoas como Ele serviu, desapegarmo-nos do mundo como Ele se desapegou, profetizarmos ao mundo como Ele profetizou, andarmos nessa terra como Ele andou.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

QUALIDADE DE VIDA

Vivemos dias aonde as pessoas buscam viver cada vez mais e melhor. Seguindo essa tendência
de  bem estar, muito se tem falado sobre os mais variados temas relacionados à saúde  e
qualidade  de vida das pessoas; alimentação, exercícios, prevenção de doenças relacionadas
Ao cigarro, ao sedentarismo, etc. Todo esse esforço é valido,  visando uma longevidade maior.
Meditando sobre isso, me veio a memória o salmo 37, aonde o salmista nos mostra algumas direções muito fortes para que tenhamos essa qualidade de vida a luz de Deus:
‘’Confia no Senhor e faça o bem, habitarás na terra e verdadeiramente serás alimentado.’’( v.3)
Isso é qualidade de vida! Confiar em Deus é o primeiro passo para vivermos bem. Viver bem primeiro com nós mesmo, ( paz interior) e também com o mundo(nosso próximo).
Esse versículo sintetiza todo salmo e nos mostra o quanto é fundamental o fato de confiarmos em Deus e na sua palavra.
Mas sempre que surge a questão de “ confiar em Deus”, surge também a pergunta: o que é confiar em Deus, ou como confiar em Deus?  Acredito que a resposta para essa pergunta segue-se nos versículos seguintes deste salmo, na qual o salmista nos traz como revelação três níveis de relacionamento com Deus, que nos levam a entender um pouco mais sobre confiança. Gostaria de usar como analogia para isso o namoro, o noivado e o casamento para melhor compreendermos a palavra.
‘’Deleita-te no Senhor...’’ (v.4)
Esse é o primeiro nível de um relacionamento que nos leve a confiar em alguém. Deleitar é o mesmo que ter prazer, ou seja, se agradar da companhia de Deus, da sua presença. Não há como avançarmos para níveis maiores de confiança se não há deleite em Deus, se não há prazer nas coisas que pertencem a Ele. “ Alegrei-me quando me disseram: vamos a casa do Senhor (sl 122). “ Quão amáveis são teus tabernáculos, minha alma desfalece pelos teus átrios(sl 84). Quando estamos apaixonados por alguém( namoro) não conseguimos ficar um minuto longe desse amor( sl 42).
‘’Entrega o teu caminho a Ele...’’ (v.5)
Aqui já estamos avançando para um outro nível de relacionamento com o Senhor, quando o namoro amadurece, ele segue em direção a um noivado e esse é concretizado com uma aliança. Aliança fala de fidelidade, que nos levará a uma vida dedicada ao ‘’noivo’’(Jesus), e aos preparativos para o casamento. Como se dedicar? Como se preparar?
‘’Buscai o Senhor enquanto se pode achar...’’(Is 55;6). Neste nível de relacionamento a chave é a oração, é lançar sobre Ele toda nossa ansiedade pois Ele tem cuidado de nós( IPe 5;7), é deixar de lado nosso desespero de querer ‘’ter’’ ou ‘’ser’’ (Mt 6;27-30), e nos entregarmos a Ele em aliança(noivado) e Ele se tornar a  nossa justiça.(Rm 8;31)
                                                    ‘’descansa no Senhor...’’ (v.7)
Descanso é o nível máximo da confiança, é o casamento, o compromisso maior( Hb4;9). Isso fala de paz no coração diante dos problemas e tribulações da vida, pois, aonde à satisfação na presença de Deus e entrega total, não a lugar para o medo(I Jo 4;18). Como Jesus, que andava em amor junto ao Pai, e por conta desse amor não temia; dormiu no barco mesmo em meio à tempestade. E por que dormiu? Por que confiava no amor do Pai, podemos observar que a primeira pergunta feita por ele ao acordar com os gritos dos discípulos foi:
Por que temeis? Não tenha medo ó pequeno rebanho!(Lc 12;32). Deus estabeleceu uma aliança com a humanidade, aliança essa feita através do sangue de Jesus(Mt 26;28), e se você ainda não disse sim para esse convite de casamento com Jesus, hoje é o dia de você dizer sim!
Casa-se com Ele e experimente um tempo novo na sua vida, tempo de paz e de alegria na ‘’confiança’’ Daquele que tudo pode fazer.
Lembre-se qualidade de vida começa com  “C” de confiar em Deus.

Soli deo glori.
Pr. Arnaldo de Almeida


sexta-feira, 10 de junho de 2011

PERDENDO O FOCO



É com essa frase que Deus colocou em meu coração que eu dou início a esse texto. Foco!! Qual tem sido o nosso? Ser conhecido ou fazer Deus conhecido? Qual é a motivação do nosso coração em fazer as coisas para Deus? Será que é para Ele mesmo? Ou na verdade é uma desculpa para fazer algo para alimentar o nosso ego? Qual é a motivação do nosso blog? Da nossa dança? Da nossa música? O que se passa em nosso coração? Será que o nosso foco está em Deus, ou, em nós mesmos?
“Como você caiu dos céus, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado à terra, você, que derrubava as nações! Você que dizia no seu coração: “Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembléia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo”. Mas às profundezas do Sheol você será levado, irá ao fundo do abismo! Isaías 14:12-14
Satanás se achava! Ele queria ser maior que Deus! Pensa num cara orgulhoso, mala, metido e cheio das firulas! Esse cara é satanás! Ele queria a atenção toda para ele! Ele queria a glória! E ele caiu por esse motivo, ele é um anjo caído, e infelizmente irmãos, muitos crentes estão caindo pelo mesmo motivo, querem fama, querem os olhares das pessoas, e acabam perdendo o foco! E quando perdemos o foco, estamos nos assemelhando mais a satanás do que a Deus, e isso não é legal! Misericórdia!
Precisamos colocar o nosso coração no lugar certo, todos os dias! Para que não possamos ficar com aquilo que não é nosso, toda a glória, louvor e honra pertencem a Deus, não a nós! Que sejamos instrumentos de Deus para que o Nome Dele seja glorificado, mas que possamos saber o nosso lugar diante de Deus e das pessoas! Não somos melhores e nem piores do que ninguém, o que somos hoje, somos pela graça de Deus em nossas vidas!
“Eu sou o Senhor; esse é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem a imagens o meu louvor.” Isaías 42:8 
Deus não divide a sua glória com ninguém, não fique com aquilo que não é teu! A glória não pertence a gente! Toda honra, toda glória e todo louvor sejam ao Senhor Jesus Cristo! Ontem, hoje e sempre!
Receber elogios não é pecado, é muito bom receber elogios, porém, devemos saber lidar com eles, e a melhor maneira de saber lidar com elogios é, reconhecer quem Deus é e quem nós somos! Ou seja, Deus é o Cara, e sem ele não somos nada! E é verdade gente! Se tudo o que fazemos ou somos não for para Deus, então é em vão! Quando somos cheios de nós mesmos, somos cheios de nada! Por isso, precisamos nos esvaziar para sermos cheios de Deus!
Receber elogios é uma oportunidade para glorificarmos a Deus e dar testemunho daquilo que Ele é e tem feito em nossas vidas!
Eu fico muito triste de ver o evangelho perdendo o foco! Os dons e talentos dados por Deus sendo usados de maneiras egoístas, da forma errada, com o objetivo errado! As pessoas querem o palco, e não a cruz! Sendo que, precisamos aprender com Jesus, e Ele não foi para o palco, ele foi para a Cruz! Jesus se esvaziou, deixou o seu trono de glória, e se fez como nós, sofreu e morreu por nós! Mas o que temos feito? Não... continua... 

terça-feira, 7 de junho de 2011

A VIDA POR UM FIO

Que vida frágil a nossa. Tudo pode ruir, desmoronar, ganhar outro rumo, seja para o bem, seja para o mal, da noite para o dia, em questão de segundos:
Tentações súbitas que o acometem e que poderiam jogar no lixo sua reputação, fazendo com que pessoas não creiam que você crê.
Ciladas que são plantadas, nas quais, sua inocência, fica nas mãos de uma única testemunha, que se não tiver caráter suficiente, permitirá que seja lançada sombra de dúvida sobre sua integridade.
Pessoas que poderiam pegar fato do seu comportamento que não depõe contra o todo, e torná-lo público, como se você fosse o que aparentemente demostrou ser num mal momento da sua vida.
Doenças que poderiam ter sido fatais.
Acidentes que por muito pouco não ceifaram sua vida.
Decisões aparentemente racionais que teriam remetido seu trabalho para a irrelevância.
Inimigos que poderiam ter dado, literalmente, cabo de você.
Declarações infelizes que teriam exposto sua vida ao menosprezo e descrédito públicos.
Associação com mau caráter que entrou na sua vida devido à sua ingenuidade e credulidade. 
Oportunidades que aparecem na vida de um ser humano de modo raríssimo desperdiçadas por você.
Se o Senhor não guardar a cidade em vão vigia a sentinela. Que sejamos gratos por Ele nos conduzir na travessia deste grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras.  

Antônio Carlos Costa



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