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sábado, 27 de agosto de 2011

Deus não está nem ai...

Por Hermes C. Fernandes


Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir... mas vai perguntar quantas pessoas necessitando de ajuda você transportou.

Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa... mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.


Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário... mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.

Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais... mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.

Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário... mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.


Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu... mas vai perguntar de que forma você promoveu os outros.


Deus não vai perguntar qual foi o título do cargo que você ocupava... mas vai perguntar se você desempenhou o seu trabalho com o melhor de suas habilidades.


Deus não vai perguntar quantos amigos você teve... mas vai perguntar para quantas pessoas você foi amigo.


Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos... mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros.


Deus não vai perguntar em que bairro você morou... mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos.


Deus não vai perguntar quantos diplomas você conquistou... mas vai perguntar como você usou seu conhecimento para o bem comum.


Deus não vai perguntar quantos hectares tinha sua propriedade... mas vai perguntar se você ajudou a proteger o meio-ambiente.


Deus não vai perguntar quantas pessoas você atraiu para a igreja... mas vai perguntar como você influenciou o Mundo à sua volta.


Deus não vai perguntar que herança você deixou para seus filhos... mas vai perguntar
que
legado deixou para as próximas gerações. E eu me pergunto: Que tipo de respostas terei para dar? Talvez Ele nem faça pergunta alguma. Bastaria Seu olhar prescrutante para que todas essas perguntas nos viessem à mente num abrir e piscar de olhos. E você, está pronto pra encontrar-se com Deus?


sábado, 20 de agosto de 2011

DESÂNIMO

Por que as pessoas  ficam desanimadas? Um diz que é por causa do casamento, outros afirmam que estão em dificuldades no trabalho e na igreja, e a lista não pára, porém o real problema, em todos os casos, é um:  desanimo é pecado e o pecado traz desânimo. Pedro ficou extremamente desanimado depois de negar a Jesus e Judas chegou até ao suicidou por conta de sua traição. Davi diz que seus ossos envelheceram enquanto ele ocultou seu pecado. Mas pecado não é apenas homicídio ou adultério, e sim nos relacionarmos de maneira errada com Deus.

Quais são as atitudes erradas que as vezes temos para com Deus que nos levam ao desanimo?

1-Falta de fé
                Jo 16:33 “No mundo, passais por aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”.
                Em II Co 4 Paulo conta o que estava lhe acontecendo e como ele reagia.: “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados... abatidos, porém não destruídos”.
                Abatido pode, mas sem animo não. Visto que na linguagem bíblica abatido é estar sem força, enquanto que desanimado é estar sem fé e tudo que não procede de fé é pecado. Em Tg 1:5-8 o irmão do Senhor associa fé com ânimo.
Na realidade o abatimento é uma condição para Deus agir, pois aí podemos dizer: “Quando sou fraco é que sou forte”. Porém, quando sou desanimado, sou incrédulo, e assim nunca vejo o poder de Deus.
Jz 8:4 diz que o exercito de Gideão “estava cansado, porém perseguindo”.  O abatido e cansado que tem animo luta, mas o desanimado mesmo descansado não guerreia nem com formiga.
Jesus ficou, triste, chorou, mas nunca desanimou (Is 42:4). Se não houver mais sorriso no rosto e nem força nas mãos, porém existir fé no coração, pode ter certeza há esperança para você, pois o justo viverá pela fé e os que esperam no Senhor renovam a suas forças.

2-Falta de Viver Cristo
                “Para mim o viver é Cristo”, foi Paulo quem usou esta expressão, para consolar os filipenses que pensavam que porque ele encontrava-se na cadeia, ele estava infeliz. O apóstolo queria com esta afirmação dizer: “Meu animo vem do Senhor e não das circunstâncias”. Diferente dos ímpios. Eles até são animados, mas somente quando coisas boas os cercam, o animo deles é natural. Se você só se motiva assim, então está agindo como ímpio.
                “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto”. Deus vai te jogar ao chão, vai te abater, para que seu animo e força natural também caiam por terra. Contudo, é nesta hora que você terá que escolher: fico ali desanimado ou me levanto na força de Cristo. Este foi o caminho trilhado por Davi ao ver sua casa totalmente saqueada pelos amalequitas. Diz a bíblia que ele chorou até não ter mais forças, mas também está escrito que ele se reanimou no Senhor.
                Deus ao criar o homem o colocou num jardim repleto de boas arvores comestíveis e deu tudo para Adão, entretanto bem no meio do Éden o Senhor pôs a Arvore da Vida para dizer: “Desfrute de tudo, fique feliz com tudo, mas que o centro da sua vida seja Eu”.
                As vezes Deus usa pessoas ou sinais para te trazer um animo, mas em outras você precisa seguir a estratégia do Sl 91 e se refugiar no esconderijo do altíssimo, que de tão alto passa por cima de toda dificuldade.

3-Falta de gratidão
                Quando alguém passa na faculdade, compra um carro ou conquista um grande feito, algumas pessoas fazem um culto de ações de graças. Entretanto, o mandamento bíblico é que a gratidão seja algo como o pão nosso de cada dia. E aí surge a pergunta: “Isto deve acontecer mesmo em tempos de perdas e dificuldades?”. Claro, porque só de estar vivo você está no lucro, pois merecia estar no inferno.
                O desanimo surge porque você é ingrato, sempre acha que merecia mais. Por que se chateia com seu carro? Ora, porque acha que merecia um melhor. Por que está infeliz com seu trabalho? Por pensar ser digno de ter algo melhor. No entanto quando você se enxerga como pecador algo maravilhoso começa a acontecer. Você entende que não é digno de nada, portanto tudo que vier será sempre encarado com mais do que o que você merece.
Quando disse não ao pedido de Davi para construir o templo, o homem que venceu Golias não ficou desapontado, pelo contrário, o que ele disse foi: “Quem sou eu Senhor. Se tu não quiseres fazer isto, ótimo, pois tu já me tiraste lá das ovelhas e me trouxeste para o palácio, o que mais eu poderia desejar?”. E não pense que a sua história é diferente, já que ele te tirou da lama do pecado, e  fez sentar-se à mesa com o Rei dos Reis.
“Felizes os pobres de espírito”, disse Jesus. Sabe por que? Por que para o pobre, mesmo as menores coisas se tornam grandes, visto que para quem não tem nada, qualquer presente vira tudo. O pobre não espera receber muita coisa porque não tem condições, sendo assim quando algo de bom lhe sobrevêm, ele fica extasiado. Certa vez eu dei uma bonequinha de presente para uma menininha da igreja. A boneca era simples, mas como a menina era mais simples ainda ela soltou foguetes. Quem não se acha digno nem de comer melado quando come se lambuza, por outro lado, quem se vê merecedor de ingerir apenas comida chique ao comer melado se enraivece.
No Éden o diabo disse: “Tá vendo como seu Deus é mesquinho, Ele criou uma arvore só para dizer que você não pode tê-la”. Ef diz que ações de graças nos enche do Espírito. Se a gratidão atrai Deus, a ingratidão nos aproxima do Diabo. 


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

NAVEGANDO NO BARCO DA VIDA

A vida é uma viagem que pode ser um passeio agradável ou uma excursão turbulenta, tudo isto só é determinado pela nossa atitude e escolhas diante do barco da vida. Mas ao dizer isto, não pense que estou afirmando que se tivermos boas escolhas não haverá tempestades em nossa jornada, mas sim que mesmo em meio a elas poderemos experimentar o melhor de Deus. Deste modo, quero tomar Jonas e Paulo, dois servos de Deus, que estavam viajando cada um em um navio, mas com algo em comum; os dois enfrentaram uma tempestade, mas como a atitude deles era diferente a vida deles também o foi.

Quais as diferenças destes dois homens? Por que um mesmo em meio a tempestade teve uma vida plena, enquanto que o outro terminou seus dias amargurado?

1-Jonas viaja sozinho. Paulo se integra com todos
                Jonas entrou no barco e logo foi se esconder de todos no porão. Paulo por sua vez, fez amizade com todos que encontrava. Com os prisioneiros, com o capitão, com o centurião e os bárbaros da ilha. Jonas não estava nem aí para os outros, Paulo por sua vez se preocupava com os enfermos da ilha de malta, aconselha os prisioneiros a comer e o centurião a não permitir que os marinheiros partissem, enfim, ele se meteu na vida daqueles que passavam por ele, porque sabia que não há vida sozinho, pois você conhece alguém que não gosta de gente e é feliz? Você já reparou que os maníacos são sempre solitários e que os loucos nunca se misturam, antes “vivem no seu mundinho”? Um homem visitava um hospício. O enfermeiro mostrava-lhe pacientemente os vários setores daquela casa. Intrigado com a desproporção entre o numero de funcionários e o de enfermos ali internados, o visitante perguntou: ”Vocês não tem medo de que os internos se amotinem e agridam vocês? Afinal, eles são em numero muito maior!” O enfermeiro respondeu: “Oh! Não. Ninguém precisa ficar com medo. Os loucos nunca se unem”.
                Jonas tem mais amor por coisas do que por gente. Não tá nem aí com a perdição dos ninivitas, porém fica triste com a morte de uma planta que lhe deu sombra. Paulo, não despreza as coisas materiais, contudo valoriza mesmo as vidas: “Senhores, era preciso terem-me atendido e não partir de Creta, para evitar este dano e perda. Mas já agora vos aconselho bom animo, porque nenhuma vida se perderá de entre vós, mas somente o navio”.
Por isto Jonas é amargo, visto que não sabia que a única coisa que nos descansa de verdade são as pessoas. Davi na velhice foi esquentado por uma moça, Paulo se sentiu mais animado ao chegar em Roma porque os irmãos vieram até ele e quando triste, ao invés de tomar remédio ingeriu uma boa dose de vida humana, dizendo que certos irmãos lhe serviam como calmante (Cl 4:11).
Tá cheio de pessoas como Jonas que trocam gente por coisa. É o casal que ao invés de um filho adotam um cachorro. Com isso não tem muita tristeza, mas também não tem muita alegria. É o homem de sucesso que para ganhar o mundo, perdeu a família, e por fim se viu sem a própria alma.
                Jonas fugiu de Deus porque não queria pregar e ver os ninivitas encontrando o favor de Deus. Ele era assim porque tinha um histórico de sofrimento em relação a estas nações pagas: “Assim como outros povos já nos oprimiram, estes também farão o mesmo”. Jonas, portanto não queria converter seus possíveis algozes. Paulo, no entanto, era o contrário, foi para Roma converter os romanos, povo que dominava o seu povo. Não tratemos mal aos outros somente porque os outros nos trataram mal, paguemos o mal com o bem, pois esta conta é sempre mais barata.
                Mario Quintana disse: “O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso”.  Isto é desculpa de fracassado, de pessoas que fazem coisas erradas e não querem ser descobertos e tratados. Quem está em desobediência a Deus tende a se esconder no porão.

2-Jonas usa sua liberdade para fugir do Senhor. Paulo usa sua prisão para fazer a vontade de Deus
A frase acima é o mesmo que dizer: alguns experimentam uma circunstância favorável e ainda assim vivem uma vida desgraçada, enquanto que outros mesmo diante da desgraça transformam a vida numa obra prima.
Muitas das circunstancias que nós vivemos não foram escolhidas e nem determinadas por nós, e com isso muitos só sabem reclamar da própria vida. Jonas não queria ter aquela missão, assim como muitos não desejariam ter o emprego que tem, a cor, a orelha que tem e talvez não esperavam que a vida tomasse o rumo que tomou.  Sendo assim, alguns são como Paulo que mesmo preso foi para Roma como alguém livre, enquanto que Jonas mesmo livre acabou indo preso para Nínive. A circunstancia de Paulo não era das melhores, pois me diga, quem gosta de ser presidiário? Mas como ele viu até nisso a mão de Deus para que cumprisse a vontade do Senhor, pode viver uma vida plena.
Deixe-me dar um conselho simples: mude o que dá para mudar e aceita o que não dá. Se não puder fazer tudo o que quer, faça tudo o que pode. Paulo ensinou isto aos escravos: “foste chamado, sendo escravo? Não te preocupes com isso; mas, se ainda podes tornar-te livre, aproveita a oportunidade. Por que o que foi chamado no senhor, sendo escravo, é liberto do Senhor” (I Co 7:21). É como se o apostolo dissesse: “Dá pra ser livre? Então seja. Senão, saiba que em Cristo, nem as cadeias te prendem, ou seja, as circunstancias não são mais fortes do que sua escolha em fazer da sua vida algo que valha a pena”. Se dá pra mudar de emprego mude, se não dá mude a atitude.

3-Jonas é estúpido. Paulo é cheio de bom senso
Jonas é profeta do Senhor, o Todo-Poderoso, aquele que criou os céus e a terra, que possui os olhos em todos os cantos do cosmos, mas ainda assim diz: “Vou fugir dele”.  Até os ímpios dizem para ele: “Rapaz, os nossos deuses são pequenos. É o deus da terra, o deus do mar. Portanto se erramos contra o deus da terra, fugimos para o mar. Agora, o teu é o Senhor que fez tudo. É muita burrice fugir dele” (Jn 1:9-10).
            Jonas diz: “Deus quer que eu chegue a Ninive. Eu vou chegar de qualquer jeito porque ele é o Todo-Poderoso, mas ainda assim vou atrapalhar”. Paulo diz:  “Deus quer que eu chegue a Roma, eu vou chegar de qualquer jeito porque ele é o Todo-Poderoso, mas ainda assim eu ajudo”.
                Mesmo sabendo que Deus o queria em Roma, ao ver o vento Paulo diz: “Não vamos, esperemos o tempo melhorar”. Noutro momento os marinheiros decidiram pular do barco. Então o apostolo diz para o capitão: “Não deixa não! Senão vamos morrer”. Se o barco era de evangélicos e Paulo diz isto, as pessoas o jogam pra fora na hora: “Sai pra lá que teu nome é Jonas. Qual é, não estamos indo fazer a vontade de Deus? Então não se preocupa com nada rapaz, entrega nas mãos dele”.  Fé hoje virou sinônimo de estupidez.
                Orou para o fulano ser curado, mas ele não foi? Em vez de ficar fazendo confissão positiva: “Estou curado!” e depois morrer culpando a Deus, Paulo aconselha a Timóteo tome um vinhozinho para o estomago. Quer um emprego melhor? Ore a Deus, mas faça um bom currículo. Quer prosperar? Entregue os 10 %, mas administre bem os noventa e nove.
                Se você ama a Deus, eu creio que vai chegar onde Ele quer. Mas lembre-se; com bom senso a viagem é melhor.

4- Jonas é natural. Paulo é espiritual
                Diante da tempestade, todos no barco oravam e jejuavam, menos... Jonas, o profeta.
Paulo é cheio de bom senso, mas isto não o torna um cético. Ele diz que viu anjo. A cobra o pica, ele crê que Deus cura. Agora o interessante de Paulo é o equilíbrio entre bom senso e espiritualidade. Ele olha e avalia o natural da mesma forma que crê no sobrenatural. Espiritual para ver anjo e com bom senso para enxergar ondas.
Agora, no nosso mundo ou temos o grupo dos inteligentes céticos ou dos espiritosféricos ignorantes. Já reparou que este povo que só sabe ver anjo é um tanto problemático e louco e que essa gente que não crê em nada, apenas em sua razão são negativas e amargas? Sim, e desta forma acabam virando Jonas deprimido.

5-Jonas desiste da vida. Paulo tem fé na vida
Jonas ao ver que a coisa estava preta, desiste da vida. Em vez de se arrepender e ajeitar as coisas
dizendo: “As coisas estão assim porque eu estou desobedecendo a Deus. Mas vamos mudar a direção do barco rumo a Nínive, porque as coisas vão melhorar”, ele diz: “Me joguem no mar. Me matem!”. Paulo por sua vez, mesmo vivendo uma tempestade que não foi gerada por ele diz: Vocês deviam ter me ouvido para a gente não quebra a cara. Mas já que viemos e quebramos a cara, animo. Não desistam! Vamos tentar de novo”.
                Pessoas com a atitude negativa diante da vida, jamais vão desfrutar uma viagem gostosa. Antes, são como Jonas, só estão esperando uma oportunidade de morrer.

 Nele, que nos chama para navegarmos no Espírito.
 Pr. Arnaldo de Almeida


               



               



sábado, 6 de agosto de 2011

Cientistas afirmam que fé em Deus pode contribuir na recuperação de doentes




Quem acredita em um Deus benevolente se preocupa menos com as incertezas da vida do que aqueles que creem em uma religião cheia de punições, segundo a pesquisa do Hospital McLean, publicada no "Journal of Clinical Psychology" e que será apresentada nesta sexta-feira no encontro anual da Associação Americana de Psicologia. Os médicos responsáveis pelo estudo acreditam que a crença dos pacientes deve ser mais considerada em seus regimes de tratamento e pedem que os profissionais de saúde as integrem para acelerar a recuperação.
"Muitos não estão preparados para perceber como as crenças espirituais podem contribuir para os estados afetivos e integrar estes temas ao tratamento de forma sensível", escreve o coordenador do estudo, David H. Rosmarin.
A pesquisa tem dados de dois estudos: um deles questionou 332 indivíduos, incluindo cristãos e judeus, a partir de sites e organizações religiosas. O outro pesquisou 125 pessoas em organizações judaicas, mostrando um programa de áudio e vídeo concebido para aumentar a confiança em Deus.
No primeiro caso, os pesquisadores constataram que aqueles que acreditavam em um Deus protetor eram mais confiantes. Já o segundo grupo mostrou um aumento de confiança enquanto clínica e estatisticamente diminuíam as incertezas, preocupações e estresse. O estudo mostra ainda que 93% dos americanos acreditam em Deus ou em um poder superior e que 50% deles consideram a religião muito importante em suas vidas.
"Existem evidências que indicam que muitas áreas da espiritualidade e da religião podem prever o funcionamento psicológico, mas os profissionais de saúde sequer perguntam sobre as crenças das pessoas. É uma loucura, nem perguntamos, não somos treinados para isso. Mas é importante", destaca o pesquisador.
Fonte: O Globo


SÍNDROME DE PETER PAN

Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. (Efésios 4:14)



Essas palavras de Paulo são reveladoras. Ele diz que não devemos ser “como meninos, agitados de um lado para o outro”(Efésios 4.14). Não podemos permanecer crianças pelo resto das nossas vidas. O não crescimento e não desenvolvimento de um bebê é sinal de algum tipo de enfermidade ou anormalidade. Uma criança saudável e normal cresce e se desenvolve. É isso o que Paulo está dizendo aos cristãos. O novo-nascimento não é o bastante. Precisamos crescer, nos tornar maduros e cada vez mais parecidos com Jesus (Efésios 4.13). Deus não nos salvou e arrancou das garras do diabo a fim de que fôssemos crianças para sempre. Deus não planejou e nem deseja que sejamos bebês ou meninos espirituais por toda a nossa peregrinação nessa terra.

Na verdade, o diabo é quem tem esse desejo e projeto. Se ele não consegue nos aprisionar nas trevas, ele tenta nos aprisionar na infância espiritual. Se ele não consegue impedir-nos de encontrar com Deus, ele tentará impedir-nos de crescer em Deus. Se ele não consegue abortar o nosso novo-nascimento, ele tentará abortar o nosso crescimento. Ele trabalhará de todas as maneiras, usará de todos os seus estratagemas, lançará todos os seus dardos inflamados, enviará todos os seus ventos e sugestões para que permaneçamos simplesmente bebês espirituais, gente que não cresce, doentes na alma e no espírito, velhos no corpo e meninos na fé.

Meninos são fáceis de serem agitados e levados de um lado para o outro. Meninos são facilmente manipulados. Basta vir uma onda mais forte, um vento mais furioso, um argumento – aparentemente – mais convincente, um presente mais bem embrulhado, uma recompensa mais imediata, uma palavra mais colorida e os meninos se deixam levar. Os meninos não se levam a si mesmos, mas são levados pelos outros. São carregados por todos os que simplesmente têm a intenção de carregá-los. Não é necessário muito malabarismo para levar as crianças. As crianças são atraídas por tudo o que parece bonito e traz satisfação imediata. Por isso não é difícil fazer com que os meninos troquem os tesouros do amanhã pelas bugigangas do presente, as promessas de Deus pelas promessas do diabo, a Palavra do Senhor pela palavra do homem, a cidadania nos céus pelos prazeres transitórios do pecado.

Por essa razão, o apóstolo Paulo faz um apelo em prol do crescimento dos cristãos!
 Não basta ter acontecido o novo nascimento; tem que haver crescimento. Jesus não morreu e ressuscitou simplesmente para salvar o ser humano da morte eterna, mas também para salvar o ser humano de uma infância perene. Jesus morreu, ressuscitou e concedeu dons aos homens para eles crescerem e chegarem “à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Efésios 4.13). Nós não nascemos para nãocrescer! Pelo contrário, nós nascemos para nos tornarmos adultos! Enquanto o crescimento é normal, o não-crescimento é sinal de anormalidade. Um bebê que nasce e não cresce é um bebê anormal. Pela fragilidade da sua condição, ele precisa de cuidados especiais a fim de não ser levado de um lado para o outro, de uma enfermidade para outra enfermidade, de uma escravidão para outra escravidão.

Nós precisamos crescer! Não podemos permanecer debaixo da Síndrome e maldição de Peter Pan. Não podemos permanecer debaixo da escravidão de Satanás, sendo crianças por toda a nossa vida cristã. Jesus morreu e ressuscitou para nascermos e crescermos, para passarmos pela infância e chegarmos à maturidade. A nossa conversão e o novo nascimento não são o fim, mas apenas o início da nossa salvação. Nascemos de novo para crescermos de novo. Precisamos crescer até nos tornarmos mais parecidos com Cristo. Jesus é o nosso padrão de crescimento.

Para sabermos o quanto já crescemos,
 basta sabermos o quanto parecemos com Jesus. Não basta dizermos que amamos Jesus, mas sim amarmos com Jesus amou, perdoarmos aos outros com Ele perdoou, relacionarmo-nos com o Pai como Ele se relacionou, obedecermos a Deus como Ele obedeceu, entregarmo-nos em favor dos outros como Ele se entregou, servirmos às pessoas como Ele serviu, desapegarmo-nos do mundo como Ele se desapegou, profetizarmos ao mundo como Ele profetizou, andarmos nessa terra como Ele andou.

QUEIMA DE ARQUIVO


Que dia! Jesus estava exausto. Parecia que ir a Jerusalém não tinha sido uma boa idéia. Já era o último dia da festa dos tabernáculos. Gente de tudo que era lado. Enquanto manteve o âmbito de Seu ministério nas periferias da Galiléia, ninguém se incomodava. Mas agora Ele estava no centro do poder. Sua mensagem era por demais subversiva para ser tolerada. O status quo havia sido desafiado. As autoridades haviam emitido uma ordem de prisão para Ele. Porém, os guardas não conseguiram prendê-lO, não por causa da multidão que O cercava, nem mesmo por não haver qualquer acusação formal contra Ele, mas simplesmente por ouvirem de Seus lábios palavras jamais ditas por um ser humano.

Naquele dia, Jesus foi duramente julgado e criticado pela elite religiosa de Jerusalém, que sentia-se ameaçada por Sua crescente popularidade. A bem da verdade, Seu ministério havia sofrido uma guinada recentemente. Muitos dos Seus discípulos O haviam abandonado (Jo.6:60-69), alegando que Seu discurso estava ficando muito duro. Seus irmãos carnais revelaram sua incredulidade quanto à Sua identidade divina (Jo.7:1-5). Chegando em Jerusalém de surpresa, percebeu que Sua fama O havia precedido.

Poderia se dizer qualquer coisa acerca d’Ele, menos que era uma unanimidade. Se para uns, Ele era “o cara”, para outros não passava de um enganador (Jo.7:12). Lá sofreu todo tipo de preconceito e discriminação. Julgaram-nO por não ter uma educação formal (v.15). Chamaram-nO de endemoninhado (v.20). Tentaram desacreditá-lO por causa de Sua origem galiléia, já que de lá não se podia esperar nada que prestasse (Jo.1:46), quanto mais um profeta (vv.41,52). Tentaram desclassificá-lO de todas as maneiras. Sua popularidade estava altíssima, mas Sua credibilidade posta em xeque. 

Depois de um dia como aquele, nada melhor que recostar a cabeça no travesseiro e tentar esquecer os problemas. Embora tenha sido esta a pedida dos Seus discípulos e oponentes, Ele preferiu retirar-Se para orar. 
Após uma noite em vigília, Jesus aparece no templo logo nas primeiras horas. Ele tinha uma agenda a cumprir, e não seriam as críticas e tentativas de prendê-lO que a alteraria. 

Enquanto ensinava cercado de uma multidão, a elite religiosa se aproxima e O interrompe com uma importante questão que precisava ser equacionada. No meio daquela turba raivosa, uma mulher pega em flagrante adultério. Pelo jeito havia provas suficientes para incriminá-la. Quem a flagrara estava ali para prestar depoimento. De acordo com a Lei, ela deveria ser executada sumariamente, e a pena prescrita era o apedrejamento.

Porém antes de executá-la, alguém teve a “brilhante” idéia de usá-la para incriminar Jesus. Cairiam dois coelhos com um única cajadada. Aqueles homens sabiam que para deter aquele mestre galileu, precisavam mais que uma ordem de prisão. Aquela era a oportunidade de enredá-lO com Suas próprias palavras. Caso caísse na armadilha, eles O prenderiam sem titubear, pois teriam motivos razoáveis para isso. 

Era, de fato, uma sinuca de bico. Se Jesus Se pronunciasse contrário ao apedrejamento, Ele seria acusado de obstrução da lei, e isso resultaria em Sua prisão imediata. E se Ele Se pronunciasse a favor da execução, Ele seria acusado de incoerência com aquilo que pregava. Isso fatalmente afetaria Sua credibilidade e popularidade. 
Jesus estava sob pressão. Tinha que escolher de que lado ficaria, do lado da Lei ou da mulher.

Qual foi Sua reação? Jesus inclinou-Se e começou a escrever na terra, como fazem as crianças. Aliás, é a única vez nas Escrituras em que Jesus aparece escrevendo algo. Em vez de caneta e papel, o mestre preferiu usar o dedo e a terra. Não me pergunte o que escreveu, pois ninguém seria capaz de precisar. Porém, arrisco um palpite. Talvez Ele escrevesse os pecados daqueles que a condenavam.

Atrevo-me a sugerir que dentre seus algozes, havia quem já houvesse usufruído da vida promíscua daquela mulher. Jesus Se deu conta de que o que estava prestes a ocorrer ali, em pleno templo, era uma queima de arquivo. Aquela mulher sabia demais. Se fosse hoje, bastava encontrar sua agenda telefônica, para deparar-se com o número de muita gente importante. 

Jesus identificou-Se com ela. Não com os seus pecados, mas com a discriminação que sofria. Pela primeira em sua vida, ela se sentia amada e protegida. Em vez de revidar, negar as acusações, e até denunciar os que com ela já havia se deitado, aquela mulher preferiu confiar no veredito de Jesus.

Acho até que a mensagem que Jesus proclamara um dia antes, em plena fervecência da festa, teria sido ouvida por ela, ou ainda, dirigida especialmente a ela. Digo isso por notar o quanto aquela mensagem parecia com a que Jesus transmitira a outra mulher cuja vida também era regida pela promiscuidade (Repare na coincidência: Jo.4:13-14 e Jo.7:37-38).

Agora Jesus teria que salvá-la, mas sem ser condecendente com seus pecados. Suas sábias palavras ecoariam pela história:“Aquele que dentre vós não tiver pecado, atire a primeira pedra” (Jo.8:7).

Alguém se habilita?

O mestre segue escrevendo na areia. De repente, ouve-se um barulho. Eram pedras caindo, uma a uma. O único com autoridade moral para lançar a primeira pedra, abdicara-Se deste direito. “Pode algum de vós acusar-me de pecado?”, perguntou no mesmo discurso (v.46).

Quem ousaria contestá-lO? 

Ah se os cristãos de hoje aprendessem a posicionar-se como seu Mestre! Ele jamais Se preocupou em ser politicamente correto. Nunca posicionou-Se por uma ideologia. Grupo algum tem procuração pra falar em Seu nome. Não queiram usá-lO em suas propagandas políticas ou ideológicas. Não coloquem em Seus lábios palavras que Ele jamais pronunciou. Ele segue sendo contra a prostituição, mas jamais deixará de posicionar-Se pelas prostitutas. Ele segue condenando o aborto, mas acolhendo aquelas que na hora do desespero o praticaram. Ele não endossa a vida promíscua nem de héteros, nem de homossexuais, porém, não subscreve atitudes homofóbicas. 

Não conte com Ele para participar de nenhum linchamento moral.

Ele Se identifica sempre com os oprimidos, jamais com os opressores. Com os condenados, não com os seus algozes. Com os discriminados, e não com os preconceituosos.

Ele não apaga arquivos! Ele apaga pecados!

Os que pretendiam apedrejá-la, saíram de fininho. Mas as pedras ali ficaram, a espera de quem se habilitasse a usá-las. 

O que poucos percebem é que no final de Seu discurso, tomaram as mesmas pedras que seriam destinadas àquela mulher, para apedrejá-lo (Jo.8:59).

Quem diria… o que deveria ser Casa de Oração, tornara-se CASA DE EXECUÇÃO…

Que dia… hein Jesus?
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